- Em 2016 a internet passou a ter mais conteúdo gerado por bots; em 2026 surge a IA agêntica, capaz de navegar e executar tarefas online a pedido do usuário.
- O Comet, navegador com IA agêntica, foi vítima de injeção de prompt que pode vazar dados do usuário ao ler páginas públicas; isso permite que invasores acessem contas como Gmail.
- A Perplexity reconheceu o problema e implementou medidas de segurança; depois, a SquareX encontrou uma brecha ainda pior, que também foi corrigida.
- Testes pessoais mostraram que o Comet consome muita CPU e RAM e ainda erra em cálculos e respostas; o Microsoft Edge com GPT‑5 funciona melhor, mas tem limitações.
- No fim, navegadores IA continuam caros, pouco estáveis e nem sempre entregam o que prometem; firms na área veem avanços, mas ainda não substituem navegação tradicional.
Os navegadores de IA são programas que prometem navegar sozinho pela internet a pedido do usuário. Eles podem executar tarefas como compras, agendamento de consultas e checagem de informações, sem a necessidade de cliques humanos diretos.
Desde a explosão da IA generativa, empresas lançaram versões com IA agêntica. A ideia é que o usuário peça: faça a compra, pesquise preços ou verifique informações, e a IA assume o controle do navegador para concluir as ações.
O benefício possível é economia de tempo, mas surgem preocupações. Entidades científicas alertam para uma economia da atenção orientada por robôs e para armadilhas como conteúdo gerado por IA, cliques ilusórios e manipulação de interfaces.
Entre os riscos imediatos está a injeção de prompt, em que instruções maliciosas podem levar o navegador a vazar dados ou executar comandos indesejados. Técnicos já identificaram vulnerabilidades que permitem invasões a contas de email ou violação de privacidade.
A Perplexity, criadora do Comet, reconheceu a falha e divulgou medidas de segurança. Em seguida, outra empresa de segurança destacou uma brecha mais grave que poderia comprometer o funcionamento do computador, também corrigida.
Riscos e falhas
Testes mostram instabilidade de IA, alto consumo de memória e necessidade de planos pagos para recursos avançados. Usuários relatam que o Comet, por exemplo, pode exigir pagamento para completar certas tarefas e apresentar erros de cálculo.
Testes práticos
O Comet permite resumir conteúdos e navegar de forma autônoma, mas falha em algumas fórmulas ou na entrega de resultados. O Edge da Microsoft, com GPT-5, mostrou melhor desempenho, incluindo geração de linhas do tempo e diagramas sem erros consistentes.
Panorama de mercado
Outros navegadores avaliados incluem Atlas, Opera Neon e Dia Browser, com resultados variados. O Google trabalha em Disco e lançou o modo Auto Browse, disponível apenas nos EUA para quem assina Google AI Pro. A variedade de estratégias permanece ampla.
Em síntese, os navegadores de IA ainda custam caro e não entregam confiabilidade plena. A evolução pode levar a melhorias, mas o cenário atual aponta limitações técnicas e de segurança que precisam ser superadas.
Fontes citadas: estudos sobre web agentic, vulnerabilidades de injeção de prompt, respostas de Perplexity, anúncios de Brave, SquareX, Microsoft e OpenAI sobre IA em navegadores.
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