Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Método de processamento de chips pode fortalecer criptografia de dados

MIT apresenta método de fabricação de PUF duplo que permite autenticar dois chips sem armazenar chaves fora do silício

MIT researchers developed a new fabrication technique that enables two chips to share a unique “fingerprint,” allowing one to directly authenticate the other without the need to store secret key information on a third-party server, eliminating security risks.
0:00
Carregando...
0:00
  • Cientistas do MIT desenvolveram um método de fabricação que produz um fingerprint compartilhado entre dois chips, permitindo autenticação mútua sem armazenar informações secretas em servidores externos.
  • O segredo fica dentro do silício: os dois chips compartilham um PUF (função física não clonável) único, gerado pela quebra de isolante de transistores na borda antes de serem separados.
  • A dupla de chips pode se autenticar diretamente uma à outra, sem precisar de intermediários, o que aumenta a segurança e a eficiência energética.
  • O método é compatível com processos CMOS padrão e não requer materiais especiais, oferecendo baixo custo de produção.
  • O trabalho foi apresentado na IEEE International Solid-States Circuits Conference e financiado por Lockheed Martin, MIT School of Engineering MathWorks Fellowship e Korea Foundation for Advanced Studies Fellowship.

A MIT mostrou uma técnica de fabricação de chips que permite autenticação baseada em fingerprint compartilhado entre dois dispositivos, eliminando a necessidade de armazenar segredos em servidores externos. A abordagem promete maior privacidade e eficiência energética, em especial para sistemas com pares de dispositivos inseparáveis.

Pesquisadores, liderados por Eunseok Lee, desenvolveram um método para criar dois chips com uma impressão digital idêntica compartilhada, gravada durante a fabricação. Cada metade pode autenticar a outra diretamente, sem dados fora do chip.

O estudo foi apresentado no IEEE International Solid-State Circuits Conference. A equipe afirma que o método é compatível com processos CMOS padrão e não requer materiais especiais, reduzindo custos.

Como funciona

Os chips são fabricados em conjunto e, antes de serem separados, recebem transistores na borda com propriedades sob estresse de oxidação de gate. Um LED de baixo custo é usado para induzir uma falha em transistor, gerando estados de quebra que variam entre unidades.

A variação na “quebra” de transistores é utilizada para criar uma PUF (função física não clonável). Ao compartilhar a PUF entre dois chips, cada um pode autenticar o outro sem consultar um servidor central.

Aplicações e vantagens

A dupla PUF torna a autenticação direta entre dispositivos possível, sem armazenar chaves em nuvem ou em servidores terceiros. Isso pode aumentar a segurança e reduzir a necessidade de memória e computação adicionais.

Segundo os pesquisadores, a metodologia atual alcança confiabilidade superior a 98% na correspondência da chave gerada, o que favorece a adoção em sistemas com restrições de energia, como sensores médicos e dispositivos vestíveis.

Perspectivas e financiamento

Os autores destacam que a ideia ainda está em estágio inicial, com perspectivas de evolução para combinações mais complexas de segredo analógico. O apoio financeiro veio de Lockheed Martin, da MIT e de instituições sul-coreanas.

Os pesquisadores envolvidos são Eunseok Lee, Jaehong Jung e Maitreyi Ashok, com Anantha Chandrakasan e Ruonan Han atuando como orientadores sênior. O trabalho integra a linha de segurança de hardware em nuvem e dispositivos extremos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais