- O chanceler Friedrich Merz apoiou as chamadas para controlar o acesso de crianças a plataformas de redes sociais, dizendo estar cada vez mais persuadido da necessidade de limites obrigatórios diante de fake news e manipulação online.
- Em discurso antes da conferência anual da União Cristã Democrata, ele destacou que 14‑year‑olds passam em média cinco horas e meia por dia online.
- A conferência deve debater uma proposta de proibir o acesso de crianças a plataformas como TikTok e Instagram para menores de 16 anos, com apoio de parceiros de governo.
- Países europeus como Espanha, Grécia, França e Reino Unido avaliam restrições semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que já restringiu o acesso de crianças.
- A regulação de mídia é responsabilidade estadual na Alemanha; os estados precisam negociar para regras nacionais, e uma comissão especial deverá apresentar relatório ainda neste ano.
Chanceler Friedrich Merz passou a apoiar pressões para limitar o acesso de crianças a redes sociais na Alemanha, destacando evidências de danos causados pela disseminação deliberada de fake news e por manipulação online. Ele afirmou ter ficado cada vez mais convencido da necessidade de limites obrigatórios.
Merz argumentou que notícias falsas geradas artificialmente, vídeos manipulados e representações enganosas podem fragilizar a sociedade. Em discurso na véspera da conferência anual da União Cristã-Democrata (CDU), o líder citou que adolescentes passam em média cinco horas e meia por dia online.
A conferência da CDU, marcada para sexta-feira, deve debater uma moção que defende um banimento de plataformas como TikTok e Instagram para menores de 16 anos. Partidos parceiros da coalizão, os social-democratas de centro-esquerda, também defenderam medidas semelhantes.
Além de Merkelista e da coalizão, outros países europeus avaliam restrições semelhantes, seguindo o exemplo da Austrália, que no ano passado obrigou plataformas a restringir o acesso de crianças. O debate cresce em meio a relatos sobre impactos negativos da internet na juventude.
Merz reconheceu que mudou de posição desde dois anos atrás, quando não via com clareza a dimensão de algoritmos, IA e influências direcionadas. Ele disse que ataques dentro e fora do país reforçam a necessidade de atuação.
Apoio de Merz aumenta a probabilidade de avanço de restrições federais, embora a regulação midiática seja função de estados na federação alemã. Os estados precisam negociar para alcançar regras nacionais consistentes.
Há preocupação pública sobre efeitos da mídia social em jovens na Alemanha, e o governo criou uma comissão especial para avaliar proteção online. O grupo deve apresentar um relatório ainda neste ano.
Contexto político e regulatório
- A pressão pela limitação de acesso mira reduzir exposição de menores a conteúdo potencialmente nocivo.
- A medida depende de acordos entre estados, já que a regulação é de competência regional na Alemanha.
- O governo investiga impactos das plataformas e busca diretrizes para proteção de menores online.
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