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Escassez de RAM pode matar produtos e até empresas, admite executivo

Crise de RAM pode forçar cortes de linhas de produto e até falência de companhias no segundo semestre de 2026, admite CEO da Phison

Ram piece with red arrow pointing up.
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  • O CEO da Phison, Pua Khein-Seng, admitiu que a crise de RAM pode prejudicar produtos e até levar à falência de empresas se não houver componentes suficientes.
  • Segundo ele, companhias podem reduzir linhas de produtos no segundo semestre de 2026 e algumas podem fechar, caso não consigam RAM suficiente.
  • A entrevista ocorreu com a Next TV, com a transcrição traduzida mencionando que o entrevistador questiona sobre encerramento de produtos ou empresas.
  • A escassez de RAM é alimentada por data centers de IA que consomem grande parte da memória mundial, levando a aumentos expressivos nos preços.
  • Três empresas controlam about 93% do mercado global de DRAM, e, mesmo expandindo capacidade, priorizam lucro para evitar produção excessiva; a matéria alerta que o RAMageddon pode afetar usuários finais.
  • Amanhã, a The Verge publicará uma matéria sobre como a crise de RAM pode impactar você, mesmo que não use memória diretamente.

O CEO da Phison, Pua Khein-Seng, disse que a crise de memória RAM pode piorar na segunda metade de 2026, com impacto potencial em produtos e empresas. A afirmação saiu durante uma entrevista televisionada com Ningguan Chen, da emissora taiwanesa Next TV. Segundo ele, companhias podem reduzir linhas de produtos se não conseguirem os componentes necessários, e algumas poderão fechar as portas.

A entrevista, realizada em chinês, teve confirmação de partes do resumo traduzido por amigos da publicação The Verge. O entrevistador questionou se as empresas poderiam abandonar linhas de produtos ou fechar completamente; Khein-Seng concordou e ressaltou que isso ocorreria diante da escassez de RAM.

O executivo também afirmou que, nos próximos anos, os fabricantes devem reparar aparelhos danificados em vez de descartá-los, diante de incentivos de consumo mais sustentável e da pressão por eficiência. A notícia ganhou destaque por relacionar a crise de RAM a decisões estratégicas de produção de diversos setores.

A crise de memória RAM vem se agravando desde o início do ano, com a demanda de centros de dados impulsionada por aplicações de IA. Dados indicam que o preço da RAM tem se mantido elevado, já houve aumentos expressivos e a oferta não acompanha o ritmo da demanda global.

Analistas apontam que o controle de três grandes fabricantes (Samsung, SK Hynix e Micron) continua monopolizando o mercado de DRAM, respondendo por cerca de 93% da capacidade mundial. Mesmo aumentando investimentos, as empresas evitam produzir em ritmo que leve a excesso de estoque.

A produção de componentes como RAM continua sob cautela, com foco na lucratividade e no equilíbrio entre oferta e demanda. A situação afeta não apenas GPUs e smartphones, mas também SSDs, sistemas de armazenamento e outros dispositivos cruciais para provedores de serviços de IA.

Fonte: cobertura da indústria de memória aponta para impactos amplos em cadeias de fornecimento globais. A reportagem sobre o tema deve sair amanhã, com detalhamentos adicionais sobre como a crise pode afetar consumidores e empresas, mesmo para quem não utiliza memória diretamente.

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