- O anúncio da Ring sobre a função Search Party, exibido no intervalo do Super Bowl, gerou controvérsia por potencial uso de reconhecimento facial e vigilância generalizada.
- A Ring tem histórico de cooperação com autoridades e anunciou, no passado, uma parceria com a Flock Safety; houve reportes de acesso de ICE a sistemas da Flock, o que intensificou as preocupações sobre direitos civis.
- Em 12 de fevereiro de 2026, quatro dias após o Super Bowl, a Ring anunciou o cancelamento da parceria com a Flock Safety, afirmando que a integração nunca foi lançada e que nenhum vídeo de clientes foi enviado.
- A controvérsia repercutiu na política: o Senador Ed Markey chamou o anúncio de distópico e pediu que a Amazon encerre o uso de reconhecimento facial nos dispositivos Ring.
- Em entrevistas e materiais, o fundador da Ring, Jamie Siminoff, defende o uso de IA para ampliar a segurança, destacando a possibilidade de auditoria e consentimento dos usuários, com foco na redução do crime.
O caso envolve a Ring, fabricante de câmeras de segurança, e a publicidade de uma funcionalidade chamada Search Party. A campanha exibida durante o Super Bowl gerou críticas por acender o debate sobre vigilância em massa e uso de imagens por autoridades e cidadãos comuns.
A Ring tem histórico de cooperação com autoridades. A parceria anunciada com a empresa Flock Safety provocou questionamentos sobre direitos civis, especialmente após relatos de uso por órgãos de aplicação da lei. A discussão ganhou força nas redes e na imprensa.
Após receber pressão, a Ring informou que não houve lançamento da integração com a Flock e que o projeto foi cancelado. A empresa atribuiu a decisão a mais tempo e recursos necessários para a integração. Não houve envio de vídeos de clientes para a Flock.
Cancelamento da parceria com Flock
A Ring afirmou que a integração planejada não saiu do papel e não houve envio de vídeos para a Flock Safety. A medida foi comunicada quatro dias após o anúncio da campanha do Super Bowl.
Em paralelo, a Ring mencionou que câmeras da empresa foram usadas pela polícia na identificação de um suspeito em Brown University, em dezembro de 2025. A nota oficial destacou que o episódio reforça a complexidade das cooperações com o setor público.
Visão do fundador
O fundador da Ring, Jamie Siminoff, voltou a falar sobre a missão da empresa, que envolve uso de IA para atender a demandas de segurança. Em entrevistas anteriores, ele já havia defendido o papel das câmeras na redução do crime.
Siminoff explicou que a Ring permite que autoridades solicitem imagens com consentimento dos consumidores, mantendo um registro audível. Ele ressaltou que clientes podem optar por participar ou não do compartilhamento com serviços públicos.
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