- Casio lançou o Moflin, um pet robô AI de $429 que promete companhia calmante e emoções semelhantes a um ser vivo.
- O experimento mostra que o Moflin faz barulho e mexe-se de forma irritante, deixando o autor desejando expulsá-lo.
- O dispositivo leva cerca de três horas e meia para carregar e dura aproximadamente cinco horas de uso; não anda, apenas emite chiados e se move ao toque, som e luz.
- O app oferece poucas informações sobre a “personalidade” do Moflin e levanta questões de privacidade, pois o robô está sempre ouvindo.
- A conclusão é que Casio vende companhia sem realmente oferecer um companheiro; a única utilidade mencionada é o modo “Deep Sleep” que interrompe movimentos e sons.
Casio lançou o Moflin, um pet robô com preço de 429 dólares, prometendo companhia envolta por IA e emoções simuladas. O texto avalia a experiência de uso ao longo de semanas, destacando o quão próximo ele chega de ser um animal de estimação real e onde falha na prática.
O autor descreve o Moflin como um objeto fofo, compacto e com design que remete a um bichinho de pelúcia, porém com corpo rígido e ruídos mecânicos. O dispositivo não anda nem persegue o usuário; ele balança, chirola e reage a toques, sons, movimentos e luz, consumindo energia de forma contínua.
O tempo de uso revela que o Moflin exige atenção constante: qualquer mudança de posição, risos ou até tosse aciona o robô, tornando-se invasivo. O autor registra tentativa de conviver com o gadget, que passa a incomodar em casa, no transporte público e em encontros com amigos.
Desempenho e experiência
O Moflin demora cerca de três a quatro horas para recarregar, mantendo aproximadamente cinco horas de uso, segundo a fabricante. Apesar de a ideia ser oferecer uma presença calma, o som dos motores quebra a sensação de companhia. A percepção é de que o dispositivo funciona como um objeto barulhento com um aplicativo limitado.
O aparato não gera uma presença estável: está sempre ativo, o que dificulta a convivência. Em várias situações, o usuário precisa afastá-lo para evitar transtornos, criando uma sensação de responsabilidade constante que não combina com a expectativa de tranquilidade.
A avaliação também aborda a privacidade: o dispositivo tem microfone sempre ativo, com funcionamento local de dados. Casio afirma que não entende linguagem e converte o áudio para dados não identificáveis, limitando o acesso a informações sensíveis.
Tecnologia, em resumo
A crítica aponta que o Moflin vende o conceito de companhia sem entregar uma verdadeira interlocução. A promessa de uma vida interior complexa não se confirma na prática, nem na interface do aplicativo, que apresenta poucos recursos e métricas de personalidade genéricas.
O aplicativo oferece apenas uma visão básica de traços como energia, alegria, timidez e afeto, além de um diário de atividades com entradas simples. Em resumo, o app não entrega feedback útil para interagir de forma mais eficaz com o robô.
Considerações finais do período de teste
Entre as notas positivas, destaca-se a função de controle de movimento por meio de um modo de sono profundo, que desliga sons e movimentos. Ainda assim, o autor encerra a experiência sem planos de retornar ao uso frequente, sinalizando que, por ora, o Moflin permanece desativado.
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