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Meta estuda levar reconhecimento facial aos óculos Ray-Ban e Oakley

Meta avalia levar reconhecimento facial aos óculos Ray-Ban e Oakley com estreia possível em dois mil e vinte e seis, ampliando debate sobre privacidade nos EUA

Óculos da Meta: produtos podem receber tecnologia para reconhecimento facial no futuro (Getty Images)
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  • A Meta avalia inserir tecnologia de reconhecimento facial em óculos Ray-Ban e Oakley, no projeto interno chamado Name Tag, com possível estreia em 2026.
  • O recurso seria integrado ao assistente de inteligência artificial da empresa e envolve avaliações sobre o momento político dos EUA para o lançamento.
  • O sistema pode permitir identificar apenas pessoas já conhecidas pelo usuário (conexões no Instagram, Facebook ou WhatsApp) ou perfis públicos da Meta; não seria universal.
  • O desenho final busca equilibrar utilidade prática e riscos de exposição involuntária de terceiros, com decisões ainda em estudo.
  • O tema reabre debates sobre privacidade, em meio a histórico de controvérsias da Meta, ações legais de estados americanos e multas anteriores relacionadas à tecnologia de reconhecimento facial.

A Meta avalia incorporar tecnologia de reconhecimento facial aos óculos das linhas Ray-Ban e Oakley. O projeto, com codinome Name Tag, pode chegar ao mercado já em 2026, segundo o The New York Times.

A iniciativa, ainda em debate na empresa, leva em conta o momento político dos EUA. Documentos internos apontam que o lançamento seria considerado em um contexto de pautas políticas concorrentes.

Inicialmente, o recurso foi pensado como ferramenta de acessibilidade para pessoas cegas ou com baixa visão, mas a ampliação do escopo gerou preocupações regulatórias.

Quem poderá ser identificado

Ainda não há definição final sobre os limites da função. Estão em estudo a identificação apenas de pessoas conhecidas pelo usuário via Instagram, Facebook ou WhatsApp.

Outra opção é reconhecer apenas perfis públicos da empresa. A decisão consolidada é que o sistema não funcionará de forma universal para identificar qualquer pessoa nas ruas.

O desenho final deve equilibrar utilidade prática e riscos de exposição de terceiros, evitando vigilância indiscriminada.

Histórico de controvérsias

A ideia não é nova: em 2021 a Meta avaliou o recurso, mas desistiu por questões éticas e técnicas. Os óculos, porém, ganharam popularidade entre criadores que gravam ruas.

Ao gravar, o dispositivo acende uma luz indicativa na armação. Críticos apontam que muitos abordados não percebem a filmagem, gerando debates sobre privacidade.

A controvérsia levou a restrições institucionais, como a proibição pela Força Aérea dos EUA e pressões para que o ICE não use dispositivos semelhantes em vias públicas.

Tecnologia e risco regulatório

A implementação do Name Tag ocorre em meio a maior escrutínio sobre IA e dados biométricos. O reconhecimento em wearables amplia o debate para ruas e espaços públicos.

Para a Meta, a aposta reforça a integração entre IA, software e hardware. Reguladores veem o movimento como abertura de um capítulo sensível da relação com privacidade e dados.

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