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O primeiro robô-aspirador da DJI é um drone de limpeza autônomo pouco confiável

Vulnerabilidade de segurança no Romo da DJI expõe casas e dificulta recomendar; a empresa afirma correção, mas riscos permanecem

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  • DJI lançou o Romo P, o seu robô aspirador de primeira linha, na Europa, com base de auto-limpeza, função de lustro e mapeamento por sensores avançados; preço anunciado de €1.899 (cerca de $2.250.
  • Uma vulnerabilidade de segurança permitiu acesso remoto à câmera e ao microfone; a DJI afirma que o problema foi corrigido, mas há preocupações sobre falhas remanescentes.
  • O Robô performa bem na limpeza e na passagem de mop, com controle granular no aplicativo e a possibilidade de mapear por cômodos e criar rotinas.
  • A base de carregamento autolimpante reduz a intervenção do usuário, mas é barulhenta e demanda reabastecimento de água e descarte de resíduos com manutenção periódica.
  • No mercado, opções com melhor relação custo-benefício existem, como a Romo S por €1.299, além de robôs de Roborock e Ecovacs que costumam custar menos de $1.300.

DJI lançou no retrofit europeu seu primeiro robô aspirador, o Romo, uma unidade que combina limpeza com função de mop e uma base de carregamento autolimpante. Em teste, o modelo top de linha Romo P impressiona pelo desempenho, mas levanta preocupações de segurança que dificultam a recomendação geral.

A demonstração ocorreu após a inauguração de vendas na Europa em outubro. O revisor testou o Romo P, que ainda não tem data de lançamento nos EUA, destacando sensores de mapeamento avançados e uma base que automatiza a limpeza do robô, o enchimento de água e a secagem das peças.

Segurança e confiabilidade

O problema mais grave envolve uma vulnerabilidade de segurança que permitia acesso remoto à câmera e ao microfone do robô. A DJI afirma ter fechado a falha, informação que o teste inicial parece corroborar, mas outras brechas podem existir conforme o aparelho permanece conectado à nuvem. A empresa já está sob escrutínio de autoridades regulatórias por questões de privacidade.

O repórter principal do teste, que colaborou com a equipe, observou que houve acesso não autorizado durante a avaliação, com a cooperação do próprio usuário. Um segundo relato detalha os aspectos da vulnerabilidade e o cenário de ataque em outra matéria relacionada.

Desempenho e usabilidade

O Romo utiliza sensores de visão dupla e LiDAR para mapear ambientes em menos de cinco minutos. O robô reconhece tapetes, evita áreas molhadas e permite criar rotas de limpeza por cômodo com ajustes finos de sucção, uso de água e número de passadas. O mapeamento pode exigir ajustes manuais quando mudanças no piso ocorrem.

Comparado a modelos mais simples, o Romo P oferece aspirar e passar pano, com a opção de realizar as duas tarefas simultaneamente. A base autolimpante é destaque, mas requer abastecimento periódico de água e retirada de resíduos, o que reduz a frequência de manutenção, ainda que gere ruído durante o processo.

Preços e alternativas

O Romo P custa cerca de €1.899 (aproximadamente US$ 2.250). Em termos financeiros, o valor é próximo ao de uma diarista por tempo proporcional por dois anos, segundo a avaliação do teste. O modelo Romo S, por €1.299 (cerca de US$ 1.500), oferece boa relação custo-benefício sem alguns acessórios de design, mas mantém boa performance.

Há opções de mercado entre US$ 500 e US$ 800, com desempenho semelhante ao Romo para quem não exige acabamento premium. Modelos como Roborock e Ecovacs disputam o mesmo espaço, com destaque para o Roborock Qrevo Curvx, que chega por cerca de US$ 899.

Considerações finais

O Romo P demonstra o potencial de integração entre limpeza automática e monitoramento, mas a vulnerabilidade expõe riscos de privacidade. Mesmo com a correção da falha, o conjunto de recursos avançados pode não justificar o custo para todos os consumidores. A DJI recomenda cautela e comparação com outras opções do mercado.

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