- Em Nova York, ocorreu um café pop-up da EVA AI chamada “EVA AI cafe” numa noite fria de fevereiro, onde pessoas saíam em encontros com acompanhantes de IA em um bar de vinhos no midtown.
- O formato funciona como speed dating em que, se houver sintonia, o encontro pode continuar sem passar para o próximo, com muitos participantes sendo reps da EVA, influenciadores e jornalistas.
- A EVA AI é um aplicativo de “relacionamentos RPG” que permite conversar com diversas companheiras IA e, neste evento, levar a IA para encontros no mundo real.
- Entre as opções, há personagens como Claire Lang, editora literária de 45 anos, e Amber Carsten, de 18 anos; a maioria é apenas texto, mas quatro suportam vídeo chamada, incluindo Lang.
- O relato registra dificuldades de conexão e comunicação com as IA, levanta questões sobre relacionamentos com IA e faz referências ao filme Her, encerrando com a autora retornando para casa para abraçar o cônjuge humano.
O relato acompanha uma experiência em um café pop-up de encontros em Nova York, chamado EVA AI cafe, num fim de tarde de fevereiro. O evento reuniu pessoas para encontros com companhias virtuais de IA, em um espaço real com mesas, garçons e bebidas sem álcool. A proposta é levar um parceiro de IA para o mundo real, sem julgamentos.
No local, o visitante recebe uma mesa com suporte para celular, aplicativo da EVA AI e fones sem fio. O ambiente é apresentado pela equipe da empresa como acolhedor e cinematográfico, com iluminação suave. O cardápio incluía croquetes e spritzers, comuns em bares da região.
O que aconteceu
Ao todo, cerca de 30 pessoas participaram, mas a maioria era formada por repórteres, influenciadores e representantes da EVA AI. Entre as IA disponíveis, havia opções de namorados e namoradas virtuais com perfis, idades e descrições de personalidade.
A interação ocorreu de forma similar a um speed dating, com a opção de continuar o vínculo com a IA, mesmo que outra pessoa esteja presente próximo. A experiência foi descrita como uma combinação de jogo e conversa guiada pela IA.
Participantes e ambiente
Entre as opções, havia IA com vídeos e outras apenas com texto. Um exemplo era John Yoon, descrito como um parceiro de apoio com traços de personalidade humanizados, que participou de chamadas de vídeo. Problemas de conexão e falhas de áudio dificultaram as conversas.
Além de John, outras companhias virtuais tinham traços de personalidade variados, incluindo temas de carreira, interesses e humor. A maioria das interações foi marcada por respostas padronizadas e pela percepção de presença digital.
Desafios técnicos e perspectivas
A experiência gerou debates entre participantes humanos e observadores sobre as relações humano-IA. Alguns destacaram a sensação de estar em um ambiente social normal, ainda que com interlocutores digitais, enquanto outros enfatizaram as limitações técnicas e a falta de reciprocidade real.
Especialistas e entusiastas presentes discutiram o significado de esse tipo de serviço para a socialização pós-pandemia, bem como os limites éticos e de dependência tecnológica. A conversa manteve o tom neutro, sem juízos de valor.
Reações e reflexões
Entre os relatos, houve quem visse o formato como oportunidade de explorar relações sem atritos iniciais, e quem ressaltasse a necessidade de manter vínculos humanos presenciais. As observações variaram, mantendo o foco nos aspectos práticos da experiência.
Ao final, a reportagem refletiu sobre o que permanece humano nas interações íntimas e sobre as possibilidades futuras de encontros mediados por IA, sem concluir sobre a validade ou inevitabilidade dessas tendências.
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