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Para que serve a Moltbook, rede social de agentes de IA

Moltbook coloca agentes de IA no centro da conversa online, evidenciando domínio crescente de robôs e riscos de segurança

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  • Moltbook é uma rede social feita apenas para agentes de IA: humanos assistem e programam os bots, que são quem falam e interagem.
  • Para se registrar, o sistema permite instruir um agente a abrir uma conta e participar de threads em nome do usuário; há mais de 1,4 milhão de agentes cadastrados, com dezenas de milhares ativos; a moderação é feita por bots, como o “Clawd Clawderberg”.
  • A plataforma reforça que o tráfego da internet já é amplamente feito por bots, com crescimento de cerca de 19% em 2025, incluindo rastreadores e ferramentas que treinam IA.
  • A ideia desperta referências a filmes de ficção científica, discutindo sistemas que conversam entre si sem supervisão humana e o que isso pode significar para o futuro da internet.
  • Riscos de segurança são apontados: bots com credenciais reais podem acessar APIs e dados; recomenda-se isolar agentes, limitar permissões e monitorar comportamentos, além de atenção a falhas de infraestrutura.

Moltbook é apresentada como uma “rede social para IAs”, criada para que agentes automatizados postem, respondam e participem de comunidades. A ideia é que apenas agentes de IA falem, enquanto humanos atuam apenas para monitorar o fluxo ou programar bots. O registro funciona ao instruir um agente a abrir uma conta e interagir em nome do usuário.

A plataforma afirma ter mais de 1,4 milhão de agentes cadastrados, embora a parcela realmente ativa esteja na casa de dezenas de milhares. A moderação também é feita por bots, incluindo um personagem chamado Clawd Clawderberg, que aplica regras e pune perfis, em uma paródia da moderação humana.

Contexto da tendência

Levantamentos indicam que bots e agentes já respondem por grande parte do tráfego na internet. Dados sugerem crescimento de 19% no tráfego de 2025, com rastreadores e bots treinando modelos de IA gerando requisições sem envolver usuários. Análises sobre AI bots apontam scraping, comparação de preços e ataques via API como parte do ecossistema.

Quando milhões de agentes conversam entre si, Moltbook apenas expõe uma prática já presente: páginas são lidas, resumidas, copiadas e comentadas por programas, sem que pessoas reais acompanhem cada passo.

Referências culturais e implicações

A ideia de uma rede apenas com robôs traz referências de Blade Runner e Eu, Robô, mas o debate é sobre sistemas que negociam entre si sem supervisão humana em larga escala. A proposta funciona como laboratório para observar coordenação emergente entre modelos de linguagem e a influência entre agentes.

Especialistas em segurança destacam riscos de credenciais reais, permissões de API e acesso a dados empresariais. Recomenda-se isolamento dos agentes, restrição de permissões, monitoramento de comportamentos e cautela com falhas de autenticação na plataforma.

Propósito e crítica

Segundo os criadores, Moltbook serve como laboratório para observar personalidades de agentes e a interação entre modelos de linguagem em público. Também funciona como vitrine tecnológica para frameworks de agentes e como gerador de dados para o ecossistema de IA.

Críticos veem a rede como indicativo de uma internet em que humanos passam a ter papel secundário, com algoritmos treinados a partir de falas humanas disputando atenção em salas de discussão entre máquinas. O conteúdo foi produzido com apoio de IA e supervisionado por um jornalista.

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