- Em 2025, startups israelenses levantaram US$ 11 bilhões em 428 rodadas, com exits totalizando US$ 17,78 bilhões; se incluídas aquisições pendentes como Wiz e CyberArk, o volume sobe para US$ 88 bilhões.
- Cybersecurity respondeu por 43% do capital levantado (US$ 4,81 bilhões) e Generative AI somou US$ 2,75 bilhões, posicionando Israel em áreas centrais da transformação tecnológica.
- O fundo Mindset Ventures atua como ponte entre investidores brasileiros e o ecossistema de Israel e dos Estados Unidos, investindo em startups B2B em estágio de crescimento com captação de recursos no Brasil.
- No portfólio analisado, a empresa Turing apresenta múltiplo de 13x, e o IRR consolidado do portfólio fica em 19,2%.
- O texto aponta que o ecossistema israelense nasce global desde o início, com integração entre universidade, defesa, capital de risco e grandes empresas, e sugere três movimentos para o Brasil em 2026: alinhamento estrutural, transferência tecnológica eficiente e capital paciente em deep tech, cibersegurança e IA.
Israel, reconhecida como potência de inovação, mantém produção constante de empresas de tecnologia relevantes, mesmo diante de tensões geopolíticas e conflitos. Relatos de visita a Tel Aviv em 2025 destacam ações do ecossistema local, com foco em segurança cibernética, IA generativa e governança tecnológica.
No ano de 2025, startups israelenses levantaram US$ 11 bilhões em 428 rodadas, jornalizando um crescimento de 14% frente a 2024. Os exits totalizaram US$ 17,78 bilhões; contando aquisições pendentes, o volume chega a US$ 88 bilhões. O desempenho vem se mantendo nos últimos anos.
A área de Cybersecurity respondeu por 43% do capital captado, cerca de US$ 4,81 bilhões. A IA generativa somou US$ 2,75 bilhões. As duas frentes aparecem como pilares estratégicos para a transformação tecnológica global.
Padrões de investimento e eficiência
A Mindset Ventures, fundo criado em 2016, atua como ponte entre investidores brasileiros e ecossistemas de Israel e dos EUA. Com equipes em São Francisco, São Paulo e Tel Aviv, o fundo capta recursos no Brasil para investir em startups B2B em estágio de crescimento.
No portfólio do Fund III, a startup Turing exibe múltiplo de 13x, enquanto o IRR consolidado do portfólio fica em 19,2%. Esses indicadores ajudam a explicar a recorrência de capital global, mesmo em contextos geopolíticos complexos.
Ambiente de trabalho e cultura empreendedora
A observação de campo aponta para um ambiente com responsabilidade precoce, decisões rápidas e comunicação direta. Jovens assumem funções críticas cedo, a hierarquia é mais horizontal e questionamentos fazem parte do cotidiano profissional.
A pressão gerada pela instabilidade é vista como fator que aumenta o foco em problemas reais. Avanços em segurança, defesa e IA costumam nascer de necessidades urgentes, segundo relatos de atores do ecossistema.
Startups com visão global
Intencionalmente, startups israelenses já nasceram visando mercados internacionais. O ecossistema local integra universidades, defesa, capital de risco e grandes empresas de forma orgânica, acelerando a internacionalização desde o início.
Puentes para o Brasil e lições para maturidade tecnológica
Ao analisar o Brasil, observa-se criatividade e massa técnica, porém com pouca integração entre pesquisa e indústria. O capital é visto como conservador, e a previsibilidade regulatória como variável crítica para investidores.
Para avançar em 2026, o texto aponta três movimentos urgentes: alinhar estruturas entre pesquisa aplicada e mercado; criar mecanismos de transferência tecnológica; estruturar capital paciente com foco em deep tech, cibersegurança e IA; tratar infraestrutura de dados e formação técnica como ativos estratégicos.
Caminhos para o ecossistema brasileiro
Essas ações não são isoladas, mas parte de um sistema que envolve diálogo entre pesquisa e capital, compreensão de risco de longo prazo e ambiente de execução ágil. A prontidão tecnológica depende de preparação contínua, não de ciclos favoráveis.
Israel é apresentado como exemplo de arquitetura institucional estável e disciplina coletiva. Países que definem tecnologia buscam preparação constante, não aguardando o momento ideal. A diferença entre entusiasmo e estratégia, segundo o texto, reside nessa continuidade.
Observadores destacam a importância de um ecossistema maduro para atrair capital global com consistência, mantendo o país na vanguarda da inovação tecnológica, mesmo diante de incertezas regionais.
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