- O Border Patrol dos Estados Unidos assinou acordo com a Clearview AI para uso de ferramenta de reconhecimento facial em operações táticas.
- O contrato oferece acesso a mais de 60 bilhões de imagens publicamente disponíveis, para uso em targeting tático e análise de redes, por unidades de inteligência da agência.
- O objetivo é que a ferramenta faça parte do trabalho diário de analistas, combinando com outras fontes para identificar pessoas e mapear conexões em operações de segurança e imigração.
- O acordo prevê tratamento de dados sensíveis e exige acordos de confidencialidade para contratados, mas não detalha se fotos de cidadãos dos EUA podem ser usadas nem como será a retenção de imagens e resultados.
- O tema tem gerado críticas de grupos de direitos civis e de legisladores, que questionam uso generalizado da tecnologia e pedem salvaguardas e transparência; há propostas de proibir o uso por agências federais.
A CBP assinou um acordo com a Clearview AI para uso de reconhecimento facial com fins de “alvo tático”. A operação envolve a divisão de inteligência da agência (INTEL) e o National Targeting Center, vinculados à vigilância de segurança nacional e imigração. A ferramenta opera com imagens coletadas na internet.
O contrato oferece acesso a mais de 60 bilhões de imagens públicas. Segundo a CBP, o objetivo é apoiar análises diárias de inteligência e operações de rede para identificar pessoas e suas ligações relacionadas a ameaças. A iniciativa integra ferramentas privadas e dados públicos.
A CBP afirma que analistas terão acesso a uma variedade de fontes, incluindo dados comerciais, para mapear conexões. O acordo prevê sigilo para contratados que manipularem dados sensíveis, sem detalhar uploads de fotos ou retenção de imagens.
Contexto e preocupações
Críticas de grupos de liberdades civis questionam se esse tipo de tecnologia se transforma em infraestrutura de Inteligência pública, indo além de investigações pontuais. Legislativo tem sinalizado propostas para limitar o uso de reconhecimento facial pela agência.
Apenas um relato oficial questiona como o sistema será integrado aos fluxos do CBP, quais tipos de imagens podem ser usadas e se cidadãos norte-americanos poderiam entrar nos critérios de busca. A CBP não comentou imediatamente sobre o tema.
Perspectivas técnicas e legais
Entidades federais já testaram o Clearview em avaliações com base do NIST. Resultados indicam boa performance com fotos de alta qualidade, mas falhas significativas em imagens menos controladas, como fotos de fronteira.
O NIST sugere uso em cenário investigativo, com uma lista de candidatos para revisão humana, para evitar correspondências falsas.
A iniciativa ocorre em meio a debates sobre privacidade e transparência no uso de reconhecimento facial. A DHS acompanha o tema com inventário de IA, vinculando o acordo a programas existentes como o Traveler Verification System.
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