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Brasil se aproxima de ter foguete próprio após duas décadas

Teste hidrostático confirma robustez do microlançador MLBR, veículo de até 40 kg, com mira em missão orbital prevista para 2026

Lançador de satélites: foguete brasileiro tem teste hidrostático bem-sucedido (MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)
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  • Consórcio liderado pela Cenic fez um teste estrutural do Microlançador Brasileiro (MLBR), foguete de combustível sólido para cargas de até 40 kg.
  • Um teste hidrostático no Sistema de Navegação Inercial integrado ao GNSS indicou que tanques e componentes suportam a pressurização máxima, permitindo avanços para validações mais complexas.
  • Em setembro de 2024, a Agência Espacial Brasileira informou testes de voo do sistema de navegação em aeronave monomotor; agora o foco é o primeiro estágio do lançador.
  • O projeto recebe financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); o valor total contratado até o momento é de cerca de R$ 189 milhões.
  • O MLBR é visto como sucessor do Veículo Lançador de Satélites (VLS), com objetivo de atender o mercado de pequenos satélites e missões em órbita baixa, visando a primeira missão orbital em 2026; o veículo tem cerca de 12 metros de comprimento, diâmetro aproximado de 1,1 metro e utiliza estruturas em compósito.

O Brasil avançou em direção a ter um lançador nacional de satélites. O consórcio liderado pela Cenic, com sede em São José dos Campos (SP), concluiu com sucesso um teste estrutural do Microlançador Brasileiro (MLBR), foguete de combustível sólido, em parceria com Concert Space, Plasmahub, Delsis e Etsys. O teste ocorreu após um hidroestático no Sistema de Navegação Inercial integrado ao GNSS (SNI-GNSS), para verificar resistência a altas pressões.

O resultado permite seguir para fases mais complexas de validação do veículo. Em 2024, a Agência Espacial Brasileira informou que testes de voo do sistema de navegação, realizados em uma aeronave monomotor, já foram bem-sucedidos, fora de um foguete. Agora, há documentação de um novo teste positivo ligado ao primeiro estágio do lançador.

Financiamento e objetivos

O projeto é financiado por Finep, MCTI e FNDCT. Os desenvolvedores afirmam que o teste recente simulou limites de pressão interna, buscando antecipar falhas associadas à combustão. Mesmo assim, o MLBR ainda enfrentará vibração, interferência eletromagnética e validações integradas de sistemas antes de um voo real.

O microlançador é visto como um sucessor tecnológico do VLS, programa interrompido após falhas, incluindo o acidente de 2003. Diferentemente do VLS, o MLBR aposta em uma abordagem enxuta para o mercado de pequenos satélites em órbita baixa, com missão prevista para 2026.

Especificações e custos

O foguete tem aproximadamente 12 metros de comprimento e deve levar cargas de até 40 kg a altitudes de cerca de 450 quilômetros. O contrato total até o momento soma cerca de 189 milhões de reais. Segundo os pesquisadores, o MLBR terá 1,1 metro de diâmetro, estrutura de compósitos e sistemas alinhados a padrões internacionais de segurança.

A equipe responsável mantém o objetivo de completar a construção do veículo em escala real, após a fase de testes, para realizar a primeira missão orbital em 2026. O avanço marca a retomada de competências espaciais nacionais em um segmento menor, porém alinhado ao mercado global de microssatélites.

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