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Roland Busch busca automatizar tudo na Siemens

CEO Roland Busch defende a automatização total com IA, via plataforma industrial e reorganização horizontal, para enfrentar tarifas e consolidar atuação global

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A photo illustration of Siemens CEO Roland Busch.
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  • O CEO Roland Busch apresenta a missão da Siemens de automatizar todo o processo da fábrica, conectando projeto, produção e gestão por meio de IA e gêmeos digitais (digital twins).
  • A Siemens é estruturada em quatro áreas principais (digital industries, smart infrastructure, Siemens mobility e Siemens Healthineers, com participação ainda relevante na empresa listada), e avança com o programa ONE Tech para ampliar horizontalmente plataformas e reduzir silos.
  • A empresa mantém forte atuação em pesquisa e desenvolvimento (cerca de 8% da receita, aproximadamente 6,5 bilhões de dólares), com foco em IA industrial, automação definida por software e automação de diferentes setores.
  • A Siemens é global, com cerca de 320 mil funcionários, e mantém foco local-for-local (em torno de 85–87% de conteúdo local nos EUA, China e Europa), investindo em manufatura nos Estados Unidos e em outros mercados.
  • Sobre o cenário geopolítico, a empresa defende o comércio livre, reconhece impactos de tarifas, e busca resiliência por meio de diversificação de fornecedores e maior localization, mantendo o otimismo sobre o papel da escala e da cooperação global para resolver desafios reais.

Siemens mantém um posicionamento destacado no cenário global de tecnologia e indústria, com o CEO Roland Busch apresentando a visão da empresa sobre automação, IA e o papel da Siemens em setores como mobilidade, saúde, energia e infraestrutura. Em entrevista recente, Busch detalha a estratégia de transformação e os ganhos esperados com a integração de software, hardware e dados.

A conversa abordou a estrutura organizacional da Siemens, que funciona por negócios: Indústrias Digitais, Infraestrutura Inteligente, Mobility e Healthineers, empresa que a Siemens mantém em maior parte, ainda listada, com planos de spin off parcial. O grupo soma cerca de 320 mil funcionários.

Busch enfatizou que o core da Siemens é a tecnologia: plataformas de software industrial, automação definida por software e o conceito de digital twins. A empresa investe cerca de 6,5 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento, com foco em IA, computação quântica e dados.

Estrutura e transformação

O executivo detalhou um movimento estratégico para reduzir silos internos, criando uma organização de “ONE Tech company” com seis unidades e camadas horizontais, visando acelerar inovações, padronizar ferramentas de vendas e permitir que a IA opere de ponta a ponta.

A ideia é combinar plataformas comuns com segredos de domínio por vertical, mantendo a força das diferentes áreas de atuação. Em paralelo, a Siemens trabalha para manter um portfólio equilibrado entre desinvestimentos e novos investimentos.

IA, automação e operações

Busch descreveu a visão de automação que avança para além do chão de fábrica, incluindo automação de processos, cadeias de suprimentos e operações digitais. Os avanços passam pela construção de um “sistema operacional industrial” alimentado por IA.

Segundo o CEO, o uso de IA na linha de produção envolve dados proprietários, modelos treinados com dados da própria empresa e agentes que ajudam a diagnosticar falhas e sugerir ações, com foco em confiabilidade e eficiência.

Dados, parcerias e reconfigurações

A Siemens sustenta que dados são fundamentais para o treinamento de modelos industriais, com alianças entre fabricantes alemães para ampliar o volume de dados disponíveis sem expor informações sensíveis. A colaboração busca melhorar a qualidade das soluções.

Sobre competição e política comercial, Busch reiterou apoio ao livre comércio, destacando a presença local para produção nos EUA, China e Índia. Mesmo assim, tarifas e protecionismo afetam clientes e cadeias de fornecimento, segundo ele.

Riscos e futuro global

O CEO ressaltou que a empresa é global desde a origem, com atuação local para conteúdos e produção, o que ajuda a mitigar choques tarifários. Questionado sobre cenários de ruptura de alianças, ele citou resiliência por meio de diversificação regional e tecnologia.

Ao olhar para o longo prazo, Busch afirmou que a automação total de processos é viável, desde o design de produtos até a linha de montagem, com uso de digitais, simulações e agentes de IA para manter produção ágil, estável e escalável.

Perspectivas de mercado

Busch apontou que a Siemens está acompanhando tendências de mercado e clientes em transformação digital, incluindo casos de uso com parceiros como PepsiCo, Kyron e outros. A pauta é consolidar a entrada da IA aplicada ao mundo real com escala global.

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