- Um chip integrado a uma fibra com um milímetro de espessura foi criado pela Universidade de Fudan, em Xangai, batizado de Chip de Fibra.
- A fibra, mais fina que fio de cabelo humano, abriga cerca de dez mil transistores e pode processar informações, armazenar dados e realizar tarefas básicas de computação.
- O chip manteve desempenho estável após ser dobrado e desdobrado mais de dez mil vezes, esticado em trinta por cento e esmagado por quinze toneladas.
- Na saúde, a alta flexibilidade da fibra permite tratamentos neurológicos mais seguros sem conexões com computadores externos e facilita luvas táteis inteligentes para cirurgia robótica remota.
- Segundo Chen Peining, pesquisador da instituição, o Chips de Fibra pode ser produzido em massa, pois o método é compatível com processos industriais atuais de fabricação de chips.
O Chip de Fibra, desenvolvido por cientistas da Universidade de Fudan, em Xangai, chega à fronteira da nanotecnologia ao ser integrado a uma fibra fina. Possui 1 milímetro de espessura e abriga cerca de 10 mil transistores, capaz de processar e armazenar dados.
O material demonstra resistência ao longo de mergulho em torção. A fibra foi dobrada e desdobrada mais de 10 mil vezes, esticada em 30% e submetida a compressão por um caminhão de mais de 15 toneladas, mantendo o desempenho.
A inovação abre caminho para aplicações na saúde, com fibras flexíveis que podem evitar conexões com computadores externos. Técnicas de bio-interação permitem avançar em tratamentos neurológicos com menor risco de incompatibilidades.
O chip também viabiliza luvas táteis inteligentes, que simulam sensações de objetos. Isso pode permitir que cirurgiões sintam tecidos durante procedimentos de cirurgia robótica remota, aumentando a precisão durante operações.
Segundo Chen Peining, pesquisador da Universidade de Fudan, a fabricação dos Chips de Fibra já pode ser realizada em massa. O método é compatível com processos industriais atuais de produção de chips.
Avanços e impactos
A equipe aponta que a tecnologia redefine limites da computação, tornando possível a integração de hardware flexível com características do tecido cerebral. O desenvolvimento sugere novas rotas para dispositivos vestíveis.
Analistas destacam que a compatibilidade com fabricação em larga escala facilita a transição para aplicações clínicas e industriais. A pesquisa continua avaliando desempenho e durabilidade em diferentes cenários.
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