- Terrence O’Brien relata que voltou a usar Linux em um Dell XPS 15 de 2019, optando por dual-boot após Windows ter ficado lento e com falhas de atualização.
- O processo de instalação do Ubuntu mostrou problemas: leitor de impressão digital não funciona e houve falhas de atualização ligadas a uma partição EFI; a partição do Windows chegou a não montar por quase um mês.
- Outros colegas também enfrentaram dificuldades, como problemas com o mouse no CachyOS e paralisação na escolha entre bootloaders e ambientes de área de trabalho.
- Linux hoje oferece vantagens em PC gaming, edição de foto com Darktable e opções de áudio com Bitwig e Reaper, mas ainda depende de compatibilidade de software e hardware para várias tarefas.
- Apesar de funcionar bem para navegação e algumas aplicações (Obsidian, Firefox), a experiência completa em uso diário é mibrada, com desafios de estabilidade e integração de ferramentas, levando o autor a questionar se vale a pena depender dele para tudo.
Terrence O’Brien, editor do final de semana do The Verge, revelou sua experiência ao retornar ao Linux em um Dell XPS 15 de 2019. O relato, publicado em 7 de fevereiro de 2026, descreve os motivos, os obstáculos e os resultados de migrar do Windows para Ubuntu, com foco em uso diário, produtividade e jogos.
O autor decidiu reinstalar Linux em um portátil que ficou anos sem uso, após sentir lentidão no Windows. O equipamento continha processador Core i7 e 32 GB de RAM, mas apresentava fans atuando a todo vapor e falhas nas atualizações. A mudança ocorreu após anos de dual boot com MacOS e Windows.
Ele manteve o dual boot inicialmente, para testar compatibilidade, e enfrentou problemas como leitor de impressão digital ausente e falhas de montagem da partição Windows. O EFI específico do modelo Dell XPS 15 também gerou gargalos nas atualizações de firmware, segundo relato do texto.
Desafios de instalação e compatibilidade
O texto aponta que algumas aplicações falharam silenciosamente, exigindo instalação via terminal para diagnóstico. A experiência com lojas de software, snaps e pacotes .deb variou entre funcionamento e erro sem mensagem clara.
O autor descreve problemas com jogos via Steam, que exigiram tempo e bibliotecas antigas para funcionar, além de incompatibilidades com interfaces de áudio. Em contrapartida, algumas aplicações de criação e edição, como Bitwig e Reaper, mostraram viabilidade, ainda que com limitação de compatibilidade com determinados plugins.
Desempenho, uso e conclusão provisória
Para navegação na web, o Ubuntu entregou boa performance, com rede sem fio estável. Em uso diário, o equipamento passou a ficar mais rápido e silencioso em relação ao Windows, com o Obsidian funcionando com facilidade. No entanto, o autor aponta que tarefas complexas, como produção musical completa, ainda favorecem macOS ou Windows dependendo do software.
No balanço, o Linux evoluiu significativamente e pode atender a gaming, edição de fotos e produção musical, em diferentes distribuições. O relato reforça a ideia de que não há uma solução única: a escolha depende das necessidades do usuário, do hardware e do ecossistema de software desejado.
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