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IA se funde à religião, conectando igrejas a chatbots

IA se integra à prática religiosa, de sermões a conversas simuladas com Jesus, com especialistas alertando sobre ética e confiabilidade

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Em 2024, um pastor da Califórnia criou um GPT personalizado para a igreja, para desenvolver materiais a partir de sermões e permitir que líderes criem lições para pequenos grupos.
  • A igreja vê a IA como ferramenta de crescimento espiritual, discipulado e desenvolvimento da comunidade, inclusive para simular conversas com Jesus e escrever sermões.
  • Há também exemplos fora de comunidades locais, como um avatar de Jesus feito por IA instalado no confessionário de uma capela na Suíça em uma instalação de arte com universidade.
  • Especialistas alertam para riscos, como imprecisões em conteúdos religiosos gerados por IA e questões éticas sobre representação de líderes religiosos e instruções potencialmente perigosas.
  • Debates permanecem sobre se a IA é adequada para fornecer informações religiosas válidas, especialmente em contextos de fé como o Islã, que valoriza a autenticidade direta do texto sagrado.

Em 2024, líderes religiosos passam a incorporar inteligência artificial em práticas de fé, desde a elaboração de sermões até simulações de diálogos com Jesus. O tema divide especialistas entre utilidade prática e riscos éticos.

Na Califórnia, o pastor Justin Lester criou um GPT personalizado para a Friendship Baptist Church em Vallejo. O bot usa sermões para gerar materiais de grupos menores e facilita a criação de lições por outros líderes da igreja.

Lester vê a IA como ferramenta de crescimento espiritual e discipulado, afirmando que tecnologias podem fortalecer a comunidade. A abordagem ocorre em meio a debates sobre impactos na prática religiosa e no convencimento dos fiéis.

Desafios éticos e técnicos

Acadêmicos destacam riscos de desinformação e de despersonalização do aconselhamento religioso. Pesquisadores citam falhas de chatbots ao tratar temas sensíveis ou espirituais, com exemplos de respostas inadequadas.

Em Zurique, especialistas apontam que a IA pode falhar ao interpretar doutrinas específicas. Ao mesmo tempo, há relatos de uso criativo, como projetos artísticos, que geram questionamentos sobre autenticidade e significado.

A prática não se restringe a sermões e debates. Na Suíça, a Capela de São Pedro instalou um avatar de Jesus em confessionários como instalação educativa, recebida de forma ambígua por fiéis e teólogos.

Perspectivas e limites

Líderes religiosos ressalvam a importância de manter a presença humana na prática da fé. Eles destacam a relação direta entre Deus e as pessoas, central na tradição cristã, como elemento insubstituível.

Especialistas em religião digital destacam preocupações éticas sobre representação de líderes religiosos por IA. Subtilidades teológicas e questões de confiabilidade aparecem como principais entraves.

Alguns estudiosos questionam se a IA pode oferecer orientação religiosa válida, especialmente em contextos onde o texto sagrado é visto como revelação direta. O debate envolve halal, haram e conceitos de permitido e proibido.

Há quem veja potencial na IA para ampliar o acesso a conteúdos religiosos e facilitar o estudo, desde que haja supervisão humana. Assim, a relação entre tecnologia e fé segue em evolução, com avaliações constantes.

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