- Em audiência no Senado, o co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, enfrentou perguntas sobre suposta promoção de ideologia trans em conteúdos infantis; senador Hawley fez afirmação não comprovada de que quase metade do conteúdo infantil seria transgender.
- Outros senadores republicanos citaram posts passados da Netflix sobre George Floyd e o filme Cuties, reforçando críticas à aquisição da Netflix pela Warner Bros. Discovery.
- Dados da Nielsen mostram que, em dezembro de 2025, Netflix correspondia a nove por cento da audiência de TV e streaming nos EUA, enquanto a Warner Bros. Discovery somava 1,4 por cento; o YouTube registrou 12,7 por cento.
- O executivo afirmou que o objetivo da Netflix é entreter o mundo, não seguir agenda política, destacando que o YouTube é visto pelos brigatórios como “TV” por ter biblioteca de conteúdo gerado pelos usuários.
- O YouTube é apresentado como líder em streaming, com conteúdo gratuito, grande acervo de vídeos criados por usuários e Shorts atingindo volumes elevados de visualizações diárias, contrastando com o modelo de assinatura da Netflix.
Os republicanos atacaram a Netflix durante a audiência de antitruste sobre a fusão Warner Bros. Discovery, realizada no prédio do Senado, nesta terça-feira. Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, foi questionado sobre pagamentos residuais e, em seguida, alvo de críticas sobre suposta agenda woke no conteúdo infantil. A ação ocorreu em Washington, com o objetivo declarado de avaliar impactos da consolidação.
Senadores republicanos, como Josh Hawley, Ashley Moody e Eric Schmitt, apontaram suposta promoção de ideologias por meio de produções para crianças. Hawley chegou a citar a chamada de que quase metade do conteúdo infantil seria influenciado por uma tal ideologia, argumento não comprovado. Sarandos respondeu que a prioridade é entreter o público, não impor agenda política.
Durante a sessão, o tema da fusão com a Warner Bros. foi conectado a críticas sobre conteúdo e mercado. As perguntas também referiram-se a filmagens passadas, como o caso Cuties, e a controvérsias envolvendo declarações de artistas. Cruz perguntou sobre posicionamentos de artistas durante eventos recentes.
Paralelamente, outras perguntas destacaram que o YouTube, segundo o executivo, é hoje uma plataforma de televisão. Dados da Nielsen apontaram que, em dezembro de 2025, Netflix representou 9% da visualização total de TV e streaming nos EUA, versus 12,7% para o YouTube, após a fusão com a Warner. A composição de mercado foi citada como cenário relevante.
A defesa de Sarandos enfatizou que o YouTube já domina o ritmo de consumo de vídeo online, com conteúdo gerado por usuários e custos baixos de produção. O crescimento do Shorts, por exemplo, registra bilhões de visualizações diárias, segundo fontes da indústria.
Entre as informações apresentadas, ficou claro que a audiência busca entender impactos da eventual consolidação no ecossistema de streaming. O debate mostrou a diferença entre plataformas, modelos de negócio e estratégias de aquisição. Fatos sobre conteúdo, audiência e competição foram os principais pilares da sessão.
O episódio trouxe o argumento de que a Netflix pode se tornar líder de mercado, se a fusão com a Warner for aprovada. A graça do confronto, no entanto, foi a discrepância entre a pressão sobre a Netflix e a ausência de escrutínio público sobre o YouTube, apontado por Sarandos como dominante.
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