- A plataforma W foi lançada em Davos, junto ao World Economic Forum, em janeiro, com a proposta de priorizar pessoas em vez de algoritmos, com foco em liberdade de expressão e privacidade.
- A empresa sueca W Social AB é financiada por investidores privados, limita acionistas europeus e tem a maior participação da sueca We Don’t Have Time (25%).
- A missão é ser a resposta europeia ao X, com postagens permitidas apenas para pessoas verificadas e dados hospedados em servidores europeus, em parceria com Proton e UpCloud.
- A empresa afirma que o X é responsável por desinformação sistêmica e defende uma plataforma que promova jornalismo de qualidade e debate aberto, com moderação voltada a reduzir bots e contas falsas.
- O projeto ocorre em meio a investigações da União Europeia sobre imagens geradas por IA no X e críticas sobre privacidade e vigilância, enquanto especialistas ponderam desafios de atrair comunidades cripto e manter efeitos de rede.
W Social AB apresentou sua plataforma homônima no World Economic Forum, em Davos, em janeiro. A empresa se posiciona como uma rede social em que as pessoas ficam acima dos algoritmos, com foco em liberdade de expressão e privacidade. A iniciativa chega como resposta europeia às grandes plataformas norte-americanas.
A equipe de W afirma que feeds manipulados e desinformação corroem a confiança online. A CEO e cofundadora, Anna Zeiter, aponta a necessidade de uma plataforma construída, governada e hospedada na Europa, com usuários verificados para reduzir contas falsas e bots. A empresa planeja hospedar dados em servidores europeus e usar serviços de empresas do continente.
W é uma startup de redes sociais com sede na Suécia, financiada por investidores privados de primeira linha no Norte. Um dos maiores acionistas é a empresa sueca We Don’t Have Time, que detém cerca de 25% da W. A proposta é oferecer uma alternativa a plataformas com alcance global.
Sistema de verificação e governança
Zeiter descreve a plataforma como uma versão melhor de Twitter, priorizando comunicação positiva e respeitosa. A meta é eliminar contas falsas e reduzir a disseminação de desinformação. A plataforma planeja permitir que usuários escolham receber conteúdos de diferentes bolhas de opinião.
Segundo a empresa, os dados de W ficarão em servidores europeus, com operações de empresas da região. A expectativa é iniciar o onboarding de usuários em março, após um período de pré-lançamento que teve boa adesão no mercado.
Confronto com outras redes e regulação
O lançamento ocorre em meio a investigações da União Europeia sobre imagens geradas por IA associadas ao Grok, da X, sob o regime do DSA. W promete conformidade com o GDPR e o DSA, gerando reações mistas entre usuários e críticos que veem a iniciativa como potencial extensão de vigilância.
Especialistas comentam os desafios de competir com redes já consolidadas. Um ponto é o efeito de rede, especialmente entre comunidades de criptoativos, que costumam migrar para plataformas com maior alcance e governança. Outro ponto é o medo de que exigir identificação total limite a participação de muitos usuários.
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