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Bunnings aprova uso de reconhecimento facial de clientes para combater crime

Tribunal autoriza uso de reconhecimento facial pela Bunnings para combater crime, mas aponta falha de comunicação com clientes

Bunnings store managers gave evidence of regular threatening or abusive behaviour from some customers
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  • O Tribunal de Revisão Administrativo autorizou a Bunnings a usar reconhecimento facial de clientes para combater crimes, revertendo decisão de 2024 da Comissária de Privacidade australiana.
  • O tribunal, porém, determinou que a empresa não informou adequadamente os clientes sobre a coleta de imagens faciais.
  • O reconhecimento facial foi implementado em 62 lojas de New South Wales e Victoria entre janeiro de 2019 e novembro de 2021, após um teste em 2018.
  • Durante o período, centenas de milhares de visitantes tiveram seus rostos comparados com imagens de pessoas banidas; se não houve correspondência, a imagem era apagada.
  • O ART considerou que a tecnologia serve para reduzir crimes graves e proteger funcionários e clientes, destacando que houve revisões manuais em casos de falsos positivos e apontando falhas de comunicação sobre a coleta de dados.

A Tribunal Administrativo de Recursos (ART) determinou que a Bunnings pode usar tecnologia de reconhecimento facial para combater crimes, revertendo decisão anterior da Comissária de Privacidade da Austrália. A análise foi divulgada nesta semana, após revisão de um caso de 2024.

Segundo o ART, o uso está autorizado apenas para o objetivo limitado de reduzir crimes no varejo e proteger funcionários e clientes de violência e intimidação. A corte ressaltou que os impactos na privacidade são proporcionais aos benefícios de um ambiente mais seguro nas lojas.

Decisão e justificativa

A Bunnings implantou reconhecimento facial em 62 lojas de New South Wales e Victoria entre jan/2019 e nov/2021, após um teste em 2018. Centenas de milhares de visitantes tiveram seus rostos comparados com imagens de banidos pela rede.

Os registros apontam que, quando não houve correspondência, a imagem era excluída. A empresa afirmou que o objetivo é lidar com crimes de grande escala e identificar infratores recorrentes.

Dois gerentes de lojas, em Box Hill e Broadmeadows, relataram violência frequente, com ocorrências a cada dois a três dias. O ART indicou que essa violência afetava equipes e clientes.

O diretor de segurança da Bunnings, Alexander MacDonald, informou que a maioria das investigações com theft resultou na identificação de infratores repetidos e criminosos organizados, ajudando a reduzir riscos para clientes e equipes.

O tribunal observou que houve casos de falsas positivas, mas que houve revisão manual pela equipe e descarte desses casos. Questionado sobre vieses, MacDonald afirmou não ter evidência de discriminação racial no sistema.

Também ficou claro que os cartazes e avisos de entrada não atenderam plenamente à obrigação de informar visitantes sobre a coleta de dados. A Bunnings reconheceu a necessidade de aprimorar a comunicação.

O presidente da Bunnings, Mike Schneider, afirmou que a segurança é prioridade e que o objetivo era proteger pessoas de violência e crimes. A empresa disse aceitar o feedback do tribunal sobre sinalização e informações aos clientes.

A assessoria do escritório da Comissária de Informação da Austrália informou que a decisão reforça proteções da Lei de Privacidade, com avaliações caso a caso de exceções limitadas. Não houve confirmação de recurso imediato.

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