- Bitcoin caiu a $74.500, after uma queda de 13% na semana, rompendo o nível psicológico de $80.000 entre 1º e 2 de fevereiro de 2026.
- A leitura é de que a movimentação foi uma reação em cadeia, iniciada por ações de small caps e do dólar, passando por metais preciosos e atingindo o mercado cripto, com oferta de liquidez restrita.
- Dados da CryptoQuant mostram falta de novos aportes e o Realized Cap flat, sugerindo que a queda pode ter sido fruto de realização de lucros, não de demanda sustentável.
- As posições do QI estratégico de Michael Saylor ficaram momentaneamente no vermelho, abaixo de $76.037, mas não houve risco imediato de liquidação das moedas sem lastro.
- O ambiente macro, com a indicação de Kevin Warsh para presidente do Federal Reserve, alimentou uma rotação de risco para o dólar, pressionando ativos de risco globalmente.
Bitcoin registrou queda abrupta, atingindo US$ 74.500 na semana de 1º a 2 de fevereiro de 2026, em um cenário de forte volatilidade. O fato ocorreu após o rompimento do patamar psicológico de US$ 80 mil e provocou debate sobre a liquidez do mercado e a concentração de compradores.
Analistas apontam que a movimentação não foi aleatória. O recuo teve início com ativos de menor capitalização, seguiu para o dólar e metais preciosos, e atingiu o segmento de criptomoedas, destacando uma tendência de venda impulsionada por grandes investidores e busca por liquidez.
O dado de Liquidez e Cap Realizado aponta que há poucos fluxos de entrada de capital e uma cap realizada estagnada, sugerindo venda de realização mais do que substituição de demanda. A narrativa envolve também a performance de grandes estratégias, cuja desaceleração expõe vulnerabilidades do mercado.
Contexto institucional e macro
Michael Saylor e a carteira Strategy tiveram o custo médio de aquisição abaixo do preço atual quando BTC recuou, embora não haja risco imediato de liquidação para as moedas não hipotecadas. O recuo coincide com a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, que gerou uma rotação para ativos de menor risco e fortaleceu o dólar.
Desdobramentos macro indicam pressão sobre ativos de risco globalmente, com o dólar em elevação frente a outras moedas. Investidores monitoram como esse ambiente pode afetar o ecossistema de criptoativos nos próximos meses.
Análise técnica e próximos passos
No gráfico diário, o BTC permanece abaixo da média móvel de 50 dias e da média de 200 dias, configurando resistência dinâmica. O nível de suporte imediato fica próximo de US$ 78.400 (0,236 de Fibonacci), com risco de queda adicional se não houver recuperação.
Indicadores de momentum indicam condição de sobrevenda, sugerindo possível recuo de curto prazo. Caso haja reversão, a zona de US$ 80.700 pode servir de alvo para rally, com stop abaixo de US$ 72.000.
Perspectivas e evidências de demanda
A crise de liquidez de curto prazo revela vulnerabilidade quando apenas grandes players mantêm compras. Dados de fluxo e cap realizada serão cruciais para entender se a demanda futura depende de liquidez ou de demanda real de grandes investidores.
Modelos de preço indicam que Bitcoin pode estar subvalorizado frente à tendência de 15 anos, com projeções que apontam recuperação para patamares próximos de US$ 113.000 até meados de 2026, dependendo de condições de mercado e fluxos institucionais.
Observações finais
O episódio de liquidez de fevereiro de 2026 demonstra o impacto de mudanças macroeconômicas sobre o preço do Bitcoin. O mercado continua observando a relação entre uso institucional, fluxos de ETF e a base de demanda efetiva, sem concluir sobre o futuro imediato.
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