- Em Seattle, a Artly instalou Jarvis, um braço robô barista, no saguão do Hill7, operando junto a uma máquina espresso La Marzocco e orientando clientes por meio de um tablet.
- Jarvis não é humano: realiza etapas como pegar copo, levar o porta-filtro e fazer latte art, com supervisão de uma pessoa em algumas locações da Artly, incluindo a perto de Pike Place Market.
- A Artly mantém outros dois braços, Amanda e Ponyo, em locais próximos, onde há intervenção humana para recargas de leite e limpeza; a presença de pessoas é geralmente discreta, com os robôs repetindo mensagens de saudação.
- Starbucks fechou recentemente a Reserve Roastery de Capitol Hill, citando dificuldades para manter o ambiente físico e desempenho financeiro; a empresa nega que a sindicalização tenha influenciado a decisão.
- A empresa já levou seus robôs a Muji nos Estados Unidos e Canadá e a uma fábrica da Tesla em Fremont; a presença é vista como útil em ambientes como lounges de aeroporto, mas a viabilidade de negócios ainda depende do contexto.
A cidade de Seattle tem uma relação própria com o café, e a cada esquina surge uma experiência distinta. Em um bairro movimentado, um barista robô chamado Jarvis atende clientes pelo nome e prepara lattes com toque de rosa, sem parecer uma máquina comum.
O café escolhido fica no Hill7, um edifício de luxo entre tribunais, centro de convenções e vias que lembram uma via de acesso. Jarvis está dentro de uma construção ampla, próximo a uma loja de sushi por quilo. O robô funciona com uma máquina espresso La Marzocco adaptada e um braço robótico que se comunica por alto-falante.
Jarvis não é humano nem um equipamento puramente automático. O braço realiza ações típicas de um barista, como pegar copos, transferir porta-filtros, moer grãos e verter o leite, com etapas de espuma micro, que conferem a textura correta ao latte. A operação é monitorada por uma assistente humana que repõe leite quando necessário.
Em outra localização da Artly, perto do Pike Place Market, Jarvis é acompanhado por duas outras máquinas, Amanda e Ponyo. Em ambos locais, há supervisão humana, ainda que o trabalho principal seja dos robôs. Observadores relatam que poucas pessoas entram para pedir bebidas, variando conforme o horário e a movimentação da região.
A empresa Artly posiciona Jarvis como complemento a atividades humanas, não substituto direto de toda a força de trabalho. Além de Seattle, o sistema já opera em lojas Muji nos EUA e no Canadá, além de parcerias com fábricas da Tesla em Fremont. A programação aponta para usos variados, como em aeroportos ou terminais de trem.
No contexto local, a saída do Reserve Roastery da Starbucks, anunciada recentemente, marca o encerramento de uma experiência de café de alto padrão na região, com a empresa justificando a decisão como necessária para ajustar o ambiente físico e o desempenho financeiro. A decisão não envolve a influência direta de sindicatos sobre os fechamentos.
As avaliações sobre a qualidade do café com robô variam. Enquanto alguns clientes relatam drinks acima da média, outros relatos indicam variações entre lojas próximas ao centro e locais mais remotos, com a qualidade dependente do horário e da supervisão. O público, em geral, continua buscando uma experiência que una produto, ambiente e convivência.
Apesar de a automação oferecer consistência e menor necessidade de pausas, o artigo destaca que um espaço de café não é apenas sobre a bebida. A sensação de comunidade e o contato humano permanecem elementos centrais para muitos frequentadores, mesmo diante de opções com maior previsibilidade.
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