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Reduzindo o calor nas separações químicas industriais

Membranas poliméricas da Osmoses reduzem uso de energia em separações químicas, aumentando produção e diminuindo emissões

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Osmoses' membrane technology is capable of filtering gases with high levels of selectivity and flux.
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  • Osmoses, startup de MIT, desenvolveu membranas de polímeros de escada hidrocarbonada que filtram gases com seletividade elevada, reduzindo a necessidade de calor nas separações industriais.
  • Hoje, mais de noventa por cento da energia na indústria de químicos é usada em separações térmicas; substituir por membranas pode economizar energia, custos e emissões, segundo estudos citados.
  • Pilotos em Canadá visam atualizar biogás em um aterro sanitário de uma grande utilities e realizar um piloto em uma dairy farm; objetivo é validar a tecnologia em escala nos próximos anos.
  • Projeto com o Departamento de Energia dos EUA busca recuperar hélio de poços de hidrogênio; há também iniciativas para extrair hidrogênio de grandes instalações químicas.
  • A empresa já recebeu apoio de centros e competições do MIT, planeja ampliar a produção e ampliar aplicações como captura de carbono, enriquecimento de gás e outras separações, visando a fase comercial.

A Osmoses, startup do MIT, desenvolveu membranas poliméricas que filtram gases com alta seletividade, substituindo a separação térmica tradicional. A empresa busca reduzir o uso de calor na indústria química, que hoje consome entre 10% e 15% de toda a energia global.

Fundada por Francesco Maria Benedetti, Katherine Mizrahi Rodriguez, Zachary Smith e Holden Lai, a Osmoses culminou em uma tecnologia baseada em polímeros de estrutura ajustável. As membranas prometem aumentar a produção, diminuir o consumo energético e ocupar espaço menor que processos de separação baseados em calor.

A equipe iniciou parcerias para demonstrar o desempenho, incluindo a separação de CO₂ e metano no biogás e recuperação de hidrogênio em grandes instalações químicas. Também participa de um projeto com o Departamento de Energia dos EUA para extrair hélio de poços subterrâneos.

Benedetti, desde 2017 no MIT, descreve a separação química como gargalo para inovação. O grupo publicou resultados de 2020 a 2022 e avançou para a etapa de comercialização após validações com clientes. A empresa também venceu o MIT $100K Entrepreneurship em 2021.

No estágio atual, a Osmoses planeja pilotos em Canadá para upgrade de biogás em um aterro e em uma fazenda leiteira, com foco em resíduos gasosos de aterros e setores agroindustriais. A meta é validar a tecnologia em escala nos próximos 12 a 24 meses.

Um segundo projeto piloto, em parceria com o DOE, visa recuperar hélio de poços de hidrogênio subterrâneos. O hélio é utilizado em aplicações como ressonância magnética e fabricação de semicondutores, segundo os representantes da empresa.

A equipe afirma que as membranas, formadas por hidrocarbonetos com estrutura ajustável, reduzem o tamanho dos sistemas de separação e os custos iniciais. A visão é ampliar a aplicação para capturar carbono, melhorar a separação de oxigênio e nitrogênio, e reutilizar refrigerantes, entre outras possibilidades.

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