- A Adobe está desenvolvendo modelos de IA generativa “IP-safe” para a indústria do entretenimento, com foco em fluxos de trabalho de cinema e televisão.
- Os modelos Firefly Foundry são privados para cada cliente e treinados apenas com IP de que eles possuem direitos, evitando uso de grandes conjuntos de dados da internet.
- A iniciativa foi anunciada durante o Sundance Film Festival, com parceria de estúdios, diretores, agências de talento e instituições de ensino para acelerar a criação sem comprometer propriedade criativa.
- O objetivo é integrar ativos gerados, como vídeos com áudio e gráficos 3D/vetoriais, aos fluxos de trabalho que já utilizam ferramentas da Adobe, como o Premiere.
- A Adobe já trabalha com agências de talento (Creative Artists Agency, United Talent Agency, William Morris Endeavor), cineastas (David Ayer, Jaume Collet-Serra) e escolas (Parsons School of Design, Whistling Woods International) para desenvolver recursos educativos e currículos sobre IA na área criativa.
Adobe avança com a criação de modelos gen AI “IP-safe” para a indústria do entretenimento. A iniciativa foi anunciada durante o Sundance Film Festival, com a empresa afirmando que trabalha com estúdios, diretores e agências para desenvolver modelos Firefly Foundry adaptados aos fluxos de trabalho do setor.
Os Firefly Foundry são apresentados como modelos privados, treinados apenas com propriedade intelectual (IP) de cada cliente. A companhia diz que o objetivo é acelerar a criatividade sem comprometer a propriedade ou a intenção criativa, gerando ativos como vídeos com áudio e gráficos 3D que se integram a ferramentas da linha Adobe, como o Premiere.
O modelo opera de forma diferente de soluções genéricas, que costumam usar grandes volumes de dados da internet. Cada Firefly Foundry é único para o cliente e só utiliza IP de que a empresa tem direitos. A estratégia visa permitir adoção responsável de IA em todas as etapas de produção, desde a pré-visualização até a edição final.
Funcionamento dos modelos
Hannah Elsakr, vice-presidente de novos negócios de genAI da Adobe, explicou que o Firefly Foundry nasceu a partir de trabalhos anteriores com grandes corporações que usavam modelos do Firefly menos customizáveis. As limitações anteriores incluíam a geração de ativos além de imagens estáticas e a compreensão de detalhes de IPs de clientes.
Segundo Elsakr, grandes empresas como The Home Depot e Disney demandavam um mundo criativo que entendesse múltiplos produtos, personagens e a física de movimento, tanto para vídeo quanto para 3D. O Firefly Foundry atenderia a essa demanda, segundo a empresa.
Parcerias e alcance
Para promover a solução, a Adobe já trabalha com agências de talentos como Creative Artists Agency, United Talent Agency e William Morris Endeavor. Estão envolvidas também diretivas de cinema, como David Ayer, de Suicide Squad, e Jaume Collet-Serra, de Black Adam. Além disso, estúdios de produção como B5 Studios, Promise Advanced Imagination e Cantina Creative participam do projeto.
A empresa também firmou parcerias com instituições de ensino, incluindo Parsons School of Design e Whistling Woods International, com o objetivo de desenvolver pesquisa, recursos educacionais e currículos centrados no uso de IA nas áreas criativas.
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