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Neozelandês de 31 anos usa coleiras inteligentes em pecuária

Halter, unicórnio da Nova Zelândia, mira expansão global em três a cinco anos, com captação de US$ 100 milhões e parceria com o Escritório de Gestão de Terras dos EUA

Craig Piggott, fundador da startup Halter
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  • A Halter, startup neozelandesa de cercamento virtual para gado, é considerada unicórnio e atende cerca de 1.300 fazendas na Nova Zelândia, Austrália e EUA, com quase 650.000 vacas gerenciadas e 809.300 quilômetros de cercas virtuais.
  • Planos de expansão global para os próximos três a cinco anos incluem Reino Unido, Irlanda, Argentina e Brasil; a empresa já abriu escritório no Colorado, EUA, atendendo 22 estados e mais de 39.400 quilômetros virtuais.
  • A Halter levantou US$ 100 milhões em rodada de financiamento de série D, com avaliação de US$ 1 bilhão, liderada pela BOND, tornando-a um dos unicórnios da Nova Zelândia.
  • Firmou parceria com o Escritório de Gestão de Terras dos EUA (Bureau of Land Management) para US$ 2,7 milhões em apoio a pecuaristas.
  • A empresa mantém quatro pacotes de assinatura para manejo remoto, pastagens e saúde animal, com custos inicializados em NZ$ 9,90 por coleira e torres de transmissão a partir de NZ$ 7.800 cada, e afirma já ter ajudado clientes nos EUA a economizar US$ 220 milhões em custos com cercas tradicionais.

Craig Piggott, de Nova Zelândia, lidera a Halter, startup de cercamento virtual para gado que já conquistou status de unicórnio. A empresa mostrou novas perspectivas de expansão e parcerias que fortalecem seu crescimento global.

A Halter registra hoje 1.300 fazendas ativas na NZ, Austrália e EUA, com cerca de 650 mil vacas monitoradas. Suas coleiras digitais geram 809,3 mil quilômetros de cercas virtuais, conectando produtores a uma gestão de pastagens mais precisa.

Expansão global e investimentos

A empresa planeja levar a tecnologia para Reino Unido, Irlanda, Argentina e Brasil nos próximos 3 a 5 anos. Um escritório no Colorado, aberto no ano anterior, já atende 22 estados, com mais de 39,4 mil quilômetros de cercas virtuais gerenciados.

Em 2024, a Halter levantou US$ 100 milhões, elevando a avaliação para US$ 1 bilhão e consolidando o status de unicórnio da Nova Zelândia. O aporte foi liderado pela BOND, com participação de investidores interessados na agrotecnologia.

Parcerias públicas e impacto econômico

A Halter firmou acordo com o Bureau of Land Management dos EUA, oferecendo US$ 2,7 milhões em apoio a pecuaristas. O objetivo é ampliar o uso da tecnologia em grandes áreas de pastagem e melhorar eficiência na gestão de rebanhos.

A companhia destaca que as assinaturas variam conforme o tamanho da fazenda, com planos a partir de NZ$ 9,90 por coleira e a necessidade de torres de transmissão de alto alcance. O modelo busca reduzir horas de trabalho e custos com cercas tradicionais.

Desempenho financeiro e competição

Na Nova Zelândia, a receita de assinaturas cresceu 45% no último ano, para NZ$ 35,9 milhões, enquanto o lucro líquido ficou em NZ$ 53,8 milhões. A queda do lucro reflete menor necessidade de suporte externo à empresa controladora nos EUA.

Entre os concorrentes estão Nofence, Gallagher, Vence e Allflex, mas a Halter mantém vantagem por dados e escalabilidade. Analistas apontam que a empresa pode ampliar o impacto na pecuária global conforme avança na escala nos EUA.

Contexto de mercado

O mercado global de agrotecnologia deve atingir US$ 62 bilhões até 2030, segundo consultoria BCG. A Halter surge como uma das lideranças em soluções de cercamento virtual, associando hardware, software e dados para gestão de pastagens em larga escala.

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