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Trump impulsiona a economia digital na América Latina com novas iniciativas

Trump assina ordens que favorecem criptomoedas, revogando a política de Biden e criando grupo para regulamentação até julho.

Donald Trump, na Flórida, Estados Unidos, em 1 de julho de 2025. (Foto: Evelyn Hockstein/REUTERS)
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  • Donald Trump, em seus primeiros meses de governo, assinou ordens executivas que apoiam o uso de criptomoedas.
  • A ordem executiva “Fortalecendo a Liderança Americana em Tecnologia Financeira Digital” foi assinada em 23 de janeiro.
  • Essa ação revoga a iniciativa de Joe Biden de promover uma moeda digital emitida pelo banco central.
  • Trump criou um Grupo de Trabalho Presidencial sobre os Mercados de Ativos Digitais, que deve apresentar um marco regulatório até 22 de julho.
  • A nova política dos EUA pode beneficiar a América Latina, facilitando o acesso a serviços financeiros e reduzindo custos de remessas.

Donald Trump redefiniu a abordagem dos Estados Unidos em relação às criptomoedas em seus primeiros meses de governo. Com uma série de ordens executivas, ele sinalizou um apoio claro ao uso de ativos digitais, contrastando com a administração anterior de Joe Biden, que buscava restringir essas tecnologias.

No dia 23 de janeiro, Trump assinou a ordem executiva “Fortalecendo o Liderança Americano em a Tecnologia Financeira Digital”. Essa ação revoga a iniciativa de Biden de promover uma moeda digital emitida pelo banco central e destaca a importância dos ativos digitais para o crescimento econômico. A nova ordem também estabelece um Grupo de Trabalho Presidencial sobre os Mercados de Ativos Digitais, que deve apresentar um marco regulatório até 22 de julho.

Implicações para a América Latina

A mudança na política dos EUA representa uma oportunidade significativa para a América Latina. A região, que enfrenta desafios como alta informalidade e baixa bancarização, pode se beneficiar da adoção de tecnologias de Web-3. O uso de criptomoedas pode facilitar o acesso a serviços financeiros, especialmente para populações historicamente excluídas.

Além disso, a redução dos custos de remessas é um ponto crucial. Em 2024, a América Latina e o Caribe devem receber mais de 161 bilhões de dólares em remessas. Com a nova política dos EUA, que pode incluir impostos sobre transferências, a adoção de blockchain se torna ainda mais relevante para aumentar a eficiência e reduzir custos.

Oportunidades e Desafios

A digitalização da economia também abre portas para novas formas de investimento. A tokenização de ativos já está sendo implementada em alguns países do Cono Sul, permitindo que pequenos produtores acessem capital global sem intermediários. Contudo, a adoção dessas tecnologias traz riscos, como o uso ilícito de criptomoedas.

É essencial que a América Latina desenvolva marcos regulatórios claros que incentivem a inovação, ao mesmo tempo em que protejam a estabilidade financeira. A proteção de dados pessoais e a privacidade também são fundamentais para evitar fraudes e abusos.

A nova agenda dos EUA em relação aos ativos digitais não é apenas uma tendência isolada. É uma oportunidade para a América Latina modernizar sua economia e reduzir a desigualdade social, desde que haja investimentos em conectividade e formação técnica. A região deve decidir se vai acompanhar essa transformação ou permanecer à margem.

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