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Golpes nas redes sociais aumentam com uso de inteligência artificial, revela pesquisa

Criminosos virtuais aumentam o uso de inteligência artificial em golpes, com 90% das fraudes envolvendo figuras públicas em 2025.

Deepfakes de políticos são usados para enganar usuários das redes sociais com promessa de dinheiro (Foto: Divulgação/Agência Lupa)
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Criminosos virtuais estão usando inteligência artificial para aplicar golpes nas redes sociais, de acordo com um relatório da Agência Lupa. Nos últimos três anos, 31 dos 142 golpes analisados utilizaram IA, com um aumento significativo em 2025. Esses golpes imitam sites oficiais e usam deepfakes de figuras públicas, como políticos e jornalistas, para parecer mais confiáveis. Em 2023, foram registrados apenas três casos, mas esse número subiu para dez em 2024 e 18 entre janeiro e maio de 2025. Os golpes geralmente levam as vítimas a sites falsos, onde elas são induzidas a fornecer dados pessoais, como nomes e informações bancárias. Um exemplo é um deepfake do apresentador William Bonner promovendo uma falsa promoção de cervejas em um site que parecia o portal de notícias g1. Outro golpe usou deepfakes de políticos, como Luiz Inácio Lula da Silva, prometendo saques de “dinheiro acumulado no CPF”. A maioria dos golpes mencionava empresas ou figuras famosas, e essa tendência aumentou para 90% em 2025. Investigações mostram que organizações criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, estão por trás de muitos desses golpes, e o ex-secretário-geral da Interpol alertou sobre o crescimento do crime organizado e o uso de novas tecnologias para fraudar pessoas e instituições.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada por criminosos virtuais para aplicar golpes nas redes sociais, segundo um relatório da Agência Lupa. Nos últimos três anos, foram analisados 142 golpes, dos quais 31 utilizaram IA, com um aumento notável em 2025.

Os golpes mais sofisticados imitam sites oficiais e utilizam deepfakes de figuras públicas, como políticos e jornalistas, para aumentar a credibilidade das fraudes. Em 2023, apenas três casos foram registrados, mas esse número subiu para dez em 2024 e 18 entre janeiro e maio de 2025. A pesquisadora Beatriz Farrugia destaca que o uso de personalidades conhecidas é uma estratégia comum.

Estrutura dos Golpes

Esses golpes funcionam como uma jornada complexa. Vídeos e áudios falsos levam as vítimas a sites fraudulentos, onde são induzidas a preencher formulários com dados pessoais. Essa prática, conhecida como phishing, resulta na coleta de informações sensíveis, como nomes, documentos e dados bancários. A sofisticação é alta, com sites que imitam a identidade visual de empresas e do governo.

Um exemplo notável envolve um deepfake do apresentador William Bonner, que promovia uma falsa promoção de cervejas em um site que simulava o portal de notícias g1. Outro golpe usou deepfakes de políticos, como Luiz Inácio Lula da Silva, prometendo o saque de “dinheiro acumulado no CPF”. As vítimas eram direcionadas a um site que imitava o Gov.br, visando coletar informações de login.

Crescimento e Organização Criminosa

Os golpes no Brasil frequentemente envolvem promessas de promoções e programas sociais, como o Desenrola Brasil. A Agência Lupa aponta que 77,5% dos golpes analisados mencionavam empresas ou figuras famosas, e essa tendência cresceu para 90% em 2025. A pesquisadora questiona o nível de organização dos golpistas, que investem em anúncios e sites verificados.

Investigações recentes indicam que organizações criminosas estão por trás de muitos desses golpes, incluindo grupos como Comando Vermelho e PCC. O ex-secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, alertou que a evolução da tecnologia e o aumento do crime organizado estão criando novas formas de fraudar indivíduos e instituições.

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