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Vauhini Vara lança "Searches", coletânea que examina a identidade na era digital e os dilemas éticos da inteligência artificial.

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Vauhini Vara, autora de “The Immortal King Rao”, lançou um novo livro chamado “Searches: Selfhood in the Digital Age”, que é uma coletânea de memórias-ensaio. Neste livro, ela investiga como a internet e as tecnologias digitais afetam a identidade das pessoas, usando suas interações com o ChatGPT. A obra é dividida em 16 capítulos e aborda a evolução da internet e questões éticas sobre inteligência artificial. Vara compartilha experiências pessoais, como a luta de sua irmã contra o câncer e suas vivências como filha de imigrantes indianos, além de discutir como tenta se sentir mais bonita através da internet. Em um ensaio, ela colabora com o ChatGPT e reflete sobre a capacidade do chatbot de lidar com o luto, questionando se suas respostas são realmente originais. Vara critica o fato de o ChatGPT frequentemente apresentar listas de artistas brancos e homens, mesmo quando solicitado a incluir diversidade. Embora o livro tenha partes menos interessantes, como um capítulo sobre suas buscas na internet, Vara mantém uma visão otimista sobre um futuro digital mais inclusivo, onde a internet poderia ser compartilhada de forma justa. Ela menciona exemplos de organizações sem fins lucrativos que já operam com sucesso e imagina um futuro onde as fronteiras e prisões não existam mais.

Vauhini Vara, autora de “The Immortal King Rao”, lança agora “Searches: Selfhood in the Digital Age”, uma coletânea de memórias-ensaio. O livro investiga como a internet e as tecnologias digitais moldam a identidade pessoal, utilizando interações com o ChatGPT.

Searches explora a evolução da internet e dilemas éticos da inteligência artificial (IA) em 16 capítulos. Vara combina sua prosa incisiva com reflexões sobre sua vida, incluindo a luta de sua irmã contra o câncer e suas experiências como filha de imigrantes indianos. A autora também discute suas tentativas de se sentir mais bonita através da internet.

Em um ensaio intitulado “Fantasmas”, Vara colabora com o ChatGPT, reconhecendo a habilidade do chatbot em capturar nuances do luto. Ela questiona se a produção do chatbot é realmente original ou apenas uma imitação de estilos literários. Apesar de elogiar a capacidade do ChatGPT, Vara critica suas falhas, especialmente em questões de raça e gênero.

Questões Éticas e Deficiências da IA

Vara observa que o ChatGPT frequentemente gera listas de artistas brancos e homens, mesmo quando solicitado a incluir mulheres e artistas não brancos. Ela também menciona que o chatbot inicialmente direcionou sua narrativa para um romance heterossexual, ignorando o tema do luto familiar.

O livro, embora repleto de insights, apresenta momentos de monotonia, como um capítulo que lista buscas na internet de Vara de 2010 a 2019. Apesar disso, Vara mantém uma visão esperançosa sobre um futuro digital mais inclusivo, onde a internet poderia ser de propriedade coletiva.

Vara conclui que a possibilidade de uma internet mais justa não é impossível, citando exemplos de organizações sem fins lucrativos que operam com sucesso. Ela imagina um futuro revolucionário, onde fronteiras e prisões são abolidas, e a tecnologia é compartilhada de forma equitativa.

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