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China pode ser a primeira a trazer amostras de Marte, alerta astrobióloga da Nasa

China pode ser a primeira a trazer amostras de Marte, enquanto a Nasa enfrenta cortes orçamentários que ameaçam sua missão.

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Os Estados Unidos e a China estão competindo na exploração de Marte, com a China se destacando. Catherine Neish, uma cientista da Nasa, acredita que a China pode ser a primeira a trazer amostras do solo marciano para a Terra. A Nasa enfrenta cortes orçamentários que podem afetar sua missão de coleta de amostras, chamada Mars Sample Return, que está prevista para acontecer entre 2035 e 2039. O governo dos EUA propôs um orçamento que reduz em 47% os recursos para pesquisa científica da Nasa, o que pode comprometer várias iniciativas, incluindo a missão de Marte. Se esses cortes forem aprovados, será o maior corte anual na história da Nasa, afetando também outras missões importantes.

Os Estados Unidos e a China estão em uma intensa corrida espacial, com Marte como foco central. Catherine Neish, astrobióloga da Nasa, afirmou que a China pode ser a primeira a trazer amostras do solo marciano, enquanto a missão americana enfrenta cortes orçamentários que ameaçam sua viabilidade.

Neish, que lidera a equipe de astrobiologia da missão Dragonfly, programada para 2027, destacou os avanços significativos do programa espacial chinês. “A China fez enormes progressos e aposto que serão os primeiros a trazer amostras de Marte,” disse. A coleta e o retorno de amostras marcianas podem ser cruciais para a ciência, pois podem confirmar a existência de vida no planeta vermelho.

A Nasa planeja a missão Mars Sample Return, que deve custar entre US$ 5,8 bilhões e US$ 7,7 bilhões, com previsão de retorno das amostras entre 2035 e 2039. No entanto, a proposta de orçamento do governo dos Estados Unidos para 2026 sugere um corte de 47% nos recursos destinados à pesquisa científica da Nasa, o que pode comprometer a missão.

O orçamento proposto pelo governo Trump para a Nasa é de US$ 18,8 bilhões, uma redução de 24% em relação ao ano anterior. Essa proposta inclui US$ 1 bilhão para Marte, mas cortes drásticos em outras áreas, como missões robóticas, estão previstos. “Este será o maior corte anual na Nasa na história americana,” afirmou Casey Dreier, da Planetary Society.

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