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Telescópio James Webb revela “Monstro Verde” em remanescente da supernova Cassiopeia A

Telescópio James Webb revela "Monstro Verde" em Cassiopeia A, uma formação intrigante gerada por onda de choque da supernova.

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O Telescópio James Webb descobriu uma formação esverdeada chamada “Monstro Verde” dentro do remanescente da supernova Cassiopeia A. Essa estrutura foi analisada com dados de raios-X do Observatório Chandra e revelou que foi criada por uma onda de choque que colidiu com material ao redor há cerca de 340 anos. A imagem mostra raios-X em azul, dados infravermelhos do Webb em vermelho, verde e azul, e dados ópticos do Hubble em vermelho e branco. A análise indica que o “Monstro Verde” tem menos ferro e silício do que os detritos da supernova, sugerindo que sua origem está ligada à onda de choque da explosão. Os cientistas também usaram dados de outros telescópios para entender melhor a explosão e a formação dos detritos, que foram moldados por material radioativo gerado durante o colapso da estrela.

Nomeada como “Monstro Verde”, uma formação esverdeada foi identificada pelo Telescópio James Webb, da Nasa, no remanescente da supernova Cassiopeia A (Cas A). A descoberta foi anunciada em primeiro de maio de dois mil e vinte e cinco. A análise da estrutura, em conjunto com dados do Observatório Chandra, revelou que a formação se originou há cerca de 340 anos.

A imagem do “Monstro Verde” combina raios-X do Chandra (azul), dados infravermelhos do Webb (vermelho, verde, azul) e informações ópticas do Telescópio Hubble (vermelho e branco). Os dados mostram a presença de gás quente e detritos da supernova, incluindo elementos como silício e ferro. A onda de choque em expansão atinge o gás circundante ejetado pela estrela antes da explosão.

Os raios-X são gerados por elétrons energéticos que se movem ao redor das linhas do campo magnético na onda de choque. Esses elétrons iluminam regiões externas da supernova e partes internas. O Telescópio Webb destaca a emissão infravermelha da poeira aquecida, que está incorporada ao gás quente observado pelo Chandra.

Pesquisadores indicam que os filamentos na parte externa de Cas A correspondem às propriedades de raios-X do “Monstro Verde”, apresentando menos ferro e silício do que os detritos da supernova. Essa interpretação é evidenciada na imagem colorida do Chandra, que mostra que as cores dentro do contorno do “monstro” se alinham melhor com as da onda de choque.

Para entender melhor a explosão da supernova, a equipe comparou a visão do Webb com mapas de raios-X dos elementos radioativos criados na supernova. Dados do instrumento Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR) foram utilizados para mapear o titânio radioativo, enquanto o Chandra mapeou a localização do níquel radioativo. Essas comparações sugerem que o material radioativo ajudou a moldar os detritos primitivos próximos ao centro do remanescente.

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