A Nvidia e a Anthropic estão em conflito sobre as regras de exportação de chips de inteligência artificial, que foram endurecidas durante o governo Biden para limitar a competição com a China. A Nvidia criticou a Anthropic por suas alegações de que a China estaria contrabandeando chips de maneiras inusitadas, como escondendo-os em “barrigas de bebê” ou “junto com lagostas vivas”. A Anthropic, que depende muito dos chips da Nvidia, defende regras mais rígidas para evitar que a China avance na corrida de IA. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a China está se desenvolvendo rapidamente em IA e que a empresa planeja investir em infraestrutura de IA nos Estados Unidos. Ele também destacou que a competitividade deve ser a prioridade, em vez de usar políticas que limitem o comércio. Huang acredita que os EUA devem focar em acelerar o desenvolvimento da tecnologia, já que a China tem muitos especialistas em IA. A Nvidia enfrenta desafios, como tarifas e novas regulamentações que podem restringir suas vendas de chips.
A Nvidia e a Anthropic estão em desacordo sobre as políticas de exportação de chips de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos. A disputa ocorre em meio a restrições impostas durante a administração Biden, que visam conter o avanço da China na corrida de IA.
A Nvidia criticou a Anthropic por alegações sobre táticas de contrabando da China, defendendo que as empresas americanas devem priorizar a inovação. Um porta-voz da Nvidia afirmou que “contar histórias exageradas” sobre contrabando de eletrônicos pesados não é produtivo. A Anthropic, startup de IA apoiada por bilhões da Amazon, pediu por controles mais rigorosos, mencionando que chips estariam sendo escondidos em “barrigas prostéticas” e “embalados ao lado de lagostas vivas”.
As novas restrições, conhecidas como “AI Diffusion Rule”, entrarão em vigor em quinze de maio e visam impedir que nações rivais, como a China, avancem na tecnologia de IA. O ex-presidente Donald Trump está trabalhando em atualizações para essas restrições, aumentando a incerteza sobre a política. A Anthropic, que depende fortemente do hardware da Nvidia, argumenta que o acesso à computação é um ponto estratégico crucial na corrida pela IA.
Declarações de Jensen Huang
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a China não está atrasada em IA e que a Huawei é uma das empresas de tecnologia mais formidáveis do mundo. Em uma conferência em Washington, ele destacou que a China está “muito próxima” dos Estados Unidos na corrida tecnológica. Huang reiterou que a política dos EUA deve focar em manter a competitividade das empresas americanas, em vez de restringir vendas para a China.
A Nvidia enfrenta desafios crescentes, incluindo tarifas e regulamentações que limitam a exportação de seus chips mais avançados. A empresa estima que as novas restrições podem resultar em uma perda de R$ 5,5 bilhões. Huang acredita que a Nvidia pode fabricar seus dispositivos de IA nos Estados Unidos, com planos de construir infraestrutura de R$ 2,5 trilhões nos próximos cinco anos.
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