Pesquisadores americanos desenvolveram um novo implante cerebral que transforma os pensamentos de uma mulher paralisada em fala com um atraso de apenas 80 milissegundos, oferecendo esperança para pessoas com paralisia vocal. Ann, uma professora de Matemática de 47 anos, não conseguia se comunicar desde que teve um acidente vascular cerebral há 18 anos, e anteriormente enfrentava um atraso de oito segundos entre seus pensamentos e a fala gerada por um computador. O novo dispositivo, publicado na revista Nature Neuroscience, permite que Ann escute sua própria voz quase instantaneamente. Durante os testes, ela visualizava frases em uma tela e as dizia mentalmente, enquanto os pesquisadores reconstruíam sua voz a partir de gravações anteriores à sua lesão. Ann ficou emocionada ao ouvir sua voz novamente e expressou o desejo de se tornar conselheira universitária. O sistema usa um algoritmo de aprendizado profundo, mas ainda tem um vocabulário limitado a 1.024 palavras. Especialistas consideram essa pesquisa um passo inicial promissor, destacando que a instalação dos eletrodos é um procedimento comum em diagnósticos de epilepsia, o que pode facilitar a adoção dessa tecnologia.
Um novo implante cerebral desenvolvido por pesquisadores americanos conseguiu transformar os pensamentos de uma mulher paralisada em fala com um atraso de apenas 80 milissegundos. O avanço, anunciado em 31 de março, representa uma esperança para pessoas com paralisia vocal. O dispositivo conecta ondas cerebrais a um computador, permitindo que a mulher, identificada como Ann, se comunique de forma mais eficiente.
Anteriormente, Ann, uma professora de Matemática de 47 anos, enfrentava um atraso de oito segundos entre seus pensamentos e a fala gerada por um computador. Este atraso tornava impossível manter um diálogo fluido, após ter perdido a capacidade de falar devido a um acidente vascular cerebral (AVC) há dezoito anos. O novo modelo, publicado na revista Nature Neuroscience, transforma os sinais cerebrais em sua voz personalizada quase que instantaneamente.
Durante os testes, Ann visualizava frases em uma tela e as dizia mentalmente. Os pesquisadores conseguiram reconstruir sua voz a partir de gravações anteriores à sua lesão. Ann expressou grande emoção ao ouvir sua própria voz novamente, relatando uma sensação de corporalidade. O principal autor do estudo, Gopala Anumanchipalli, destacou que a meta de Ann é se tornar conselheira universitária, embora ainda haja desafios a serem superados.
O sistema utiliza um algoritmo de aprendizado profundo, treinado com milhares de frases que Ann tentou pronunciar. Embora o vocabulário atual seja limitado a 1.024 palavras, especialistas como Patrick Degenaar, da Universidade de Newcastle, consideram o método uma “prova muito precoce” de eficácia. Ele ressaltou que a instalação dos eletrodos é comum em diagnósticos de epilepsia, o que pode facilitar a implementação em larga escala.
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