A Petrobras (PETR4) anunciou um projeto de pesquisa e desenvolvimento focado na mineração de Bitcoin (BTC), que envolve a verificação de transações e a criação de novas criptomoedas. A informação foi compartilhada na semana passada por Marcelo Abdo Fuad Curi, especialista em inovação da empresa. Apesar de tentativas de contato com a Petrobras e Curi […]
A Petrobras (PETR4) anunciou um projeto de pesquisa e desenvolvimento focado na mineração de Bitcoin (BTC), que envolve a verificação de transações e a criação de novas criptomoedas. A informação foi compartilhada na semana passada por Marcelo Abdo Fuad Curi, especialista em inovação da empresa. Apesar de tentativas de contato com a Petrobras e Curi para mais detalhes, não houve retorno. Contudo, fontes do setor indicam que a companhia pode utilizar sua infraestrutura para aproveitar o gás natural associado à produção de petróleo, seguindo práticas já adotadas por outras empresas.
Esse gás natural, que frequentemente é desperdiçado por ser considerado inviável comercialmente, pode ser convertido em energia elétrica para alimentar ASICs, equipamentos específicos para a mineração de Bitcoin. Alexandre Ludolf, da Transfero Ventures, destacou que essa abordagem não apenas melhora a eficiência energética, mas também transforma um recurso que seria queimado em valor econômico. Essa prática já é utilizada por empresas nos Estados Unidos, como a Crusoe Energy, que captura metano residual para alimentar data centers.
Outras petrolíferas também estão explorando essa alternativa. A Tecpetrol, da Argentina, iniciou um projeto semelhante, utilizando gás não queimado para gerar energia para a mineração de criptomoedas. Em 2024, a Genesis Digital Assets Limited estabeleceu um data center na Argentina, alimentado pela YPF, estatal de petróleo, que opera 1.200 máquinas de mineração, monetizando gases que seriam queimados.
A queima de gás excedente é prejudicial ao meio ambiente, contribuindo para o aquecimento global. Em dezembro, a Petrobras queimou 5,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, um desperdício significativo, segundo o Banco Mundial. A quantidade de gás queimada anualmente, cerca de 148 bilhões de metros cúbicos, poderia abastecer toda a África Subsaariana, evidenciando a importância de soluções mais sustentáveis.
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