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Crime cibernético supera mudanças climáticas como principal preocupação das empresas

- Em 2024, incidentes cibernéticos superaram mudanças climáticas como maior risco. - 41% dos respondentes citaram ciberataques, enquanto 38% mencionaram clima. - Novas preocupações, como mudanças de mercado e apagões, entraram no ranking. - Rishi Baviskar destacou a dependência tecnológica como fator de vulnerabilidade. - O estudo global da Allianz envolveu 3.778 especialistas em 106 países.

A preocupação com ataques cibernéticos superou as mudanças climáticas entre as empresas brasileiras, segundo um estudo da Allianz Seguros. Em 2024, 41% dos entrevistados consideraram os incidentes cibernéticos o maior risco para os negócios, um aumento em relação aos 31% do ano anterior. As mudanças climáticas, que eram o principal risco em 2023, foram citadas […]

A preocupação com ataques cibernéticos superou as mudanças climáticas entre as empresas brasileiras, segundo um estudo da Allianz Seguros. Em 2024, 41% dos entrevistados consideraram os incidentes cibernéticos o maior risco para os negócios, um aumento em relação aos 31% do ano anterior. As mudanças climáticas, que eram o principal risco em 2023, foram citadas por 38% dos respondentes, ligeiramente acima dos 35% do ano passado. As catástrofes naturais ocupam o terceiro lugar, com 36%, seguidas pela interrupção dos negócios (32%) e incêndios (19%).

O estudo, denominado “Barômetro de Risco Allianz”, também revela que, globalmente, os incidentes cibernéticos são vistos como o risco mais significativo, com quase 40% dos entrevistados expressando preocupação com violações de dados e ataques de ransomware. Rishi Baviskar, diretor global de consultoria de risco cibernético da Allianz Commercial, destacou que o risco cibernético, intensificado pelo avanço da inteligência artificial, é uma ameaça preponderante. Ele mencionou o incidente da CrowdStrike em julho de 2024, que causou um apagão global e impactou diversas empresas, incluindo a Delta Airlines, que teve um custo de US$ 500 milhões.

Além disso, a interrupção dos negócios aparece em segundo lugar no ranking global, com 31% das respostas, frequentemente resultante de desastres naturais, ataques cibernéticos ou apagões. As catástrofes naturais seguem em terceiro lugar, refletindo um ano de eventos extremos, enquanto mudanças na legislação e regulamentação ocupam a quarta posição. O “Barômetro de Risco Allianz” é um levantamento anual que considera as opiniões de 3.778 especialistas em gerenciamento de riscos de 106 países e territórios, incluindo líderes empresariais e especialistas em seguros.

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