- Niantic anunciou que está desenvolvendo um Large Geospatial Model (LGM) que usa milhões de escaneamentos feitos pelos smartphones de jogadores de Pokémon Go e de outros produtos da empresa.
- O objetivo é permitir que computadores e robôs entendam e naveguem pelo mundo de forma similar a como o ChatGPT gera texto.
- O LGM se apoia no sistema de posicionamento visual da Niantic, que usa uma única imagem para determinar posição e orientação com um mapa 3D criado a partir das varreduras de locais feitas por usuários.
- Os dados são coletados sob a perspectiva de pedestres e incluem lugares inacessíveis a carros.
- A narrativa destaca que, em 2016, usuários de Pokémon Go não poderiam prever que seus dados alimentariam esse tipo de produto de IA.
Niantic anunciou que está desenvolvendo um modelo geoespacial de grande escala (Large Geospatial Model, LGM) que incorpora milhões de varreduras capturadas pelos smartphones de jogadores de Pokémon Go e de outros produtos da empresa. O objetivo é permitir que computadores e robôs entendam e interajam com o mundo de forma similar à produção de texto do ChatGPT.
O LGM baseia-se na inteligência espacial desenvolvida pelo sistema de posicionamento visual da empresa (VPS). Em comunicado, a Niantic explicou que, ao longo dos últimos cinco anos, tem trabalhado para mapear posições e orientações a partir de imagens de usuários em locais relevantes, usando um mapa 3D construído com varreduras de locais acessíveis a pé.
Segundo Victor Prisacariu, principal cientista da Niantic, os dados enviados pelos usuários durante jogos como Ingress e Pokémon Go são usados para criar mapas 3D com geometria e compreensão semântica, abrangendo objetos, terreno e elementos do ambiente. A empresa destaca que a perspectiva pedonal traz informações únicas, difíceis de capturar por veículos.
O que envolve o projeto
Conforme observado por veículos de imprensa especializados, a base de dados do LGM está ligada a uma visão de mundo que inclui áreas potencialmente inacessíveis a carros. A Niantic descreve o VPS como a etapa anterior ao LGM, permitindo localizações com base em uma única imagem, alimentadas por varreduras de locais de interesse.
Implicações e contexto
A companhia aponta para aplicações que vão além de jogos, como navegação autônoma e robótica, ao oferecer uma compreensão mais rica de ambientes reais. Observadores destacam que o projeto depende de dados de usuários, o que reacende discussões sobre privacidade e uso de informações pessoais. Fontes citadas indicam que o LGM ainda está em desenvolvimento.
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