- A Comissão de Informação (ICO) abriu uma investigação sobre o sistema de câmeras Oxevision, usado em quartos de pacientes de saúde mental na rede NHS, por preocupações com proteção de dados.
- O sistema, que monitora pacientes com câmeras e sensores infravermelhos, é utilizado por cerca de 40% dos serviços de saúde mental do NHS, segundo relatos.
- Grupos de defesa e familiares questionam a privacidade: a família de Sophie Alderman, que morreu em 2022 sob vigilância do Oxevision, afirma que o sistema é intrusivo e pode agravar a paranoia.
- O Oxehealth, empresa responsável pelo Oxevision (rebatizada como LIO), afirma que a tecnologia aumenta a segurança e ajuda na observação, enquanto a ICO diz que a investigação é parte do Lampard inquiry, que apura dezenas de mortes no Essex.
- A Lampard inquiry continuará na próxima fase, com novas evidências sobre o uso do Oxevision em unidades da Essex Partnership University NHS Trust (EPUT).
O ICO abriu uma investigação sobre o sistema de câmeras Oxevision, utilizado para monitorar pacientes em seus quartos de internação. O centro da apuração são práticas de coleta e armazenamento de dados, incluindo imagens de vídeo, em 40% dos trusts de saúde mental do NHS.
Oxehealth, que desenvolve o sistema, afirma que a tecnologia aumenta a segurança e libera tempo da equipe. A empresa agora opera sob a marca LIO, mas não houve divulgação de detalhes adicionais pela Information Commissioner’s Office (ICO).
A investigação ocorre no contexto do Lampard inquiry, que investiga mortes de milhares de pacientes em Essex. O caso envolve relatos de pacientes que vivenciaram vigilância constante e invasiva em leitos de hospital.
Sophie Alderman, 27 anos, morreu em agosto de 2022 no Rochford Hospital, sob vigilância do Oxevision. A mãe, Tammy Smith, descreve o recurso como intrusivo e prejudicial, alegando que piorou a paranoia da filha.
Laura Cozens, chefe de segurança do paciente na LIO, afirmou à comissão que a tecnologia pode não ser adequada para todos. Ela disse que as gravações são acessíveis apenas mediante solicitação, sob governança rígida.
Ação de defesa aponta que a monitorização contínua pode violar a privacidade, destacando que o foco deve ser o cuidado humano. Organizações de defesa e familiares enfatizam a necessidade de alternativas que priorizem dignidade e autonomia.
Advogados que representam centenas de famílias no Lampard inquiry criticam a prática, considerando-a potencialmente ilegal e prejudicial. Alegam que tecnologia não substitui observação presencial adequada.
A próxima sessão do Lampard inquiry deve apresentar mais evidências sobre o uso do Oxevision em unidades de saúde mental da Essex Partnership University NHS Trust (EPUT). Autoridades da campanha Stop Oxevision saudam a abertura da investigação.
A declaração de um porta-voz da Oxehealth ressalta o engajamento com a ICO e a importância de equilibrar segurança com privacidade. A empresa afirma que intervenções rápidas com base em dados ajudam a salvar vidas, especialmente em plataformas da EPUT.
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