- Estudo Ten to Men, que acompanha mais de 20 mil homens australianos, aponta que alguém que passou por uma separação recentemente tem sete vezes mais de chance de relatar tentativa de suicídio do que quem está em relacionamento ou é single.
- Nos dois semanas anteriores à pesquisa, 30,8% dos homens com ruptura relataram pensamentos suicidas, ante 14,4% de quem não teve separação.
- Entre os entrevistados, 6,8% relataram tentativa de suicídio após a separação, frente a 0,9% sem ruptura.
- Em pais pesquisados, cerca de 14,4% fizeram planos suicidas após a separação, contra 2,9% de pais que não se separaram.
- Entre militares das Forças Armadas australianas em atuação, 12,8% relataram tentativa de suicídio após a ruptura, frente a 0,8% que não passaram pela separação.
Aims to identify mental health riscos de rupturas de relacionamento entre homens australianos. O estudo Ten to Men acompanhou mais de 20 mil homens, com foco em pensamentos, planos e tentativas de suicídio após separações entre 2024 e 2025. A pesquisa é conduzida pelo Australian Institute of Family Studies (Aifs).
Quem está envolvido: homens australianos, incluindo pais, atuais ou ex-militares da Defesa Australiana, e diferentes contextos socioeconômicos. O objetivo é entender como mudanças financeiras, de moradia e no contato com os filhos influenciam a saúde mental após o fim de relações.
Dados principais
Homens recentemente separados têm sete vezes mais probabilidade de relatar uma tentativa de suicídio do que aqueles em relacionamentos estáveis ou sem término recente. Entre os pesquisados, 6,8% relataram tentativa após a ruptura, ante 0,9% sem término recente.
A proporção de pensamentos suicidas também é maior: 30,8% após a ruptura, contra 14,4% para quem não teve término no período. O risco persiste por anos após a separação, mesmo ajustado por idade, renda, emprego, suporte social e histórico de ideação.
Impactos específicos
Entre pais, cerca de 14,4% relataram planos suicidas após a ruptura, frente a 2,9% de pais sem separação. No grupo de personal militar ativo da ADF, 12,8% relataram tentativas após a quebra, contra 0,8% sem ruptura.
O estudo também aponta que, no agregado, homens respondem por a maioria dos óbitos por suicídio, sendo a principal causa de morte entre 15 e 44 anos. A pesquisa destaca a necessidade de apoio contínuo após a separação.
Contexto e recomendações
Especialistas apontam que a separação traz mudanças rápidas — contato com filhos, moradia, finanças e rede de apoio — que podem se acumular. O estudo recomenda intervenções de curto e longo prazo para prevenir suicídio durante esse período.
Gestores públicos e de saúde ressaltam a importância de manter a conexão social e buscar ajuda, incluindo redes de apoio, médicos e serviços especializados. O relatório enfatiza a resposta populacional para reduzir riscos entre diferentes grupos de homens.
Observações finais do estudo
Airs de que a ruptura é um momento crítico, exigindo reconhecimento institucional e estratégias de prevenção contínuas. O Ten to Men é descrito como o maior estudo longitudinal sobre a saúde de homens, fornecendo dados para políticas públicas.
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