- O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, confirmou ban de redes sociais para menores de 16 anos; no Brasil, a matéria compara com a Austrália, onde a proibição está em vigor há seis meses.
- A avaliação entre pais australianos é mista: há quem veja benefícios, mas muitos dizem que adolescentes ainda utilizam as redes e que a fiscalização é difícil.
- Freya, de Melbourne, afirma que a proibição é útil como ferramenta para reduzir o uso de dispositivos e diminuir debates com os filhos de 12 e 14 anos.
- Boris, de Brisbane, acredita que a legislação não era eficaz e que os jovens conseguem contornar a restrição, tornando a lei pouco eficaz na prática.
- Outros relatos apontam que alguns estudantes contornaram as verificação de idade, e que o monitoramento ficou mais complexo, com risco de isolamento social para algumas crianças.
A seis meses da implementação da proibição de redes sociais para menores de 16 anos na Austrália, pais e cuidadores revelam caminhos diferentes para lidar com a regra. Enquanto o Reino Unido confirmou, nesta semana, uma medida similar para crianças com menos de 16 anos, a experiência australiana aponta ganhos, mas também dificuldades de fiscalização e adaptação.
Supporters defendem que a restrição protege adolescentes online, reduz disputas familiares e incentiva uma conscientização sobre os riscos digitais. Críticos afirmam que muitos jovens continuam usando plataformas e que a checagem de idade é falha, o que amplia o debate sobre efetividade e enforcement.
Freya, 44 anos, de Melbourne, relata ter ganho uma ferramenta adicional para diminuir o tempo de tela dos filhos, de 12 e 14 anos. Ela indica que a medida ajudou a reduzir discussões em casa e destacou a necessidade de cautela online desde cedo, sobretudo para crianças que lidam com pressões entre pares.
Outro relato, de um pai que prefere não se identificar, aponta falhas na fiscalização e questiona a real eficácia da lei. Ele afirma que muitos colegas da filha de 13 anos ainda participam de redes sociais, o que gera sensação de exclusão para o filho que não utiliza as plataformas.
Um pai de Perth ressalta visão mais favorável com o tempo. Ele divides sua experiência entre um filho que teve acesso a redes sociais apenas no ambiente escolar e outro que não possui contas, o que, segundo ele, mostra diferenças na socialização digital e no comportamento online.
Em Melbourne, uma mãe relata que as crianças conseguiram contornar sistemas de verificação de idade de plataformas como TikTok e Instagram, o que elevou a preocupação com o isolamento social. Ela descreve que os adolescentes passaram a interagir menos após a escola e nos fins de semana.
Em Canberra, um pai solo afirma que a proibição tornou o monitoramento de dispositivos ainda mais desafiador. O filho de 14 anos continua consumindo conteúdo no YouTube sem restrição de canais, apontando para a necessidade de padrões mínimos de controle parental em serviços digitais.
A experiência australiana levanta questionamentos sobre combinação de medidas. Defensores defendem controles adicionais para plataformas e treinamento de pais, enquanto críticos pedem fiscalização mais rígida para evitar contornos na aplicação da lei. A mudança de cultura digital é vista como gradual, com impactos que devem se consolidar com o tempo.
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