- Em março, 1,92 milhão de pessoas na Inglaterra estavam na lista de espera para um teste diagnóstico, como ultrassom, tomografia ou ressonância magnética.
- Dentre esses usuários, mais de 400 mil (uma a cada cinco) aguardavam mais de seis semanas para o exame.
- Os exames mais comuns na lista eram ultrassom (674.100), ressonância magnética (394.913) e tomografia computadorizada (207.524).
- Em março, foram realizados 2,61 milhões de testes diagnósticos, em 170 centros diagnósticos comunitários, ainda acima da demanda.
- A lista de espera por diagnósticos cresceu cerca de 500 mil desde 2022 e está 83% maior que antes da pandemia; projeção é chegar a 2 milhões em março de 2027.
A Inglaterra registra recorde no número de pessoas à espera de um diagnóstico médico. Em março, 1,92 milhão de pacientes aguardavam exames como ultrassom, ressonância magnética ou tomografia, segundo análise da Magentus. A fila aumenta mesmo com recordes de realização de exames.
Mais de 400 mil pessoas ficam acima do prazo de seis semanas, que deveria ser o limite máximo. O total de pacientes na fila cresce em meio ao aumento da demanda e a capacidade limitada do NHS em atender todos os pedidos de diagnóstico.
A Magentus aponta que a fila já subiu 500 mil desde 2022 e está 83% acima do nível pré-pandêmico. Se mantidos os padrões atuais, a previsão é chegar a 2 milhões em março de 2027. O estudo também destaca disparidades regionais.
Entre os exames mais requisitados, constam 674.100 ultrassons, 394.913 ressonâncias magnéticas e 207.524 tomografias. O NHS tem registrado números recordes de testes, com 2,61 milhões realizados em março, em mais de 170 centros comunitários.
Especialistas ouvidos no estudo destacam o impacto sobre o diagnóstico de câncer e doenças cardíacas, com atrasos que podem piorar o prognóstico. A Associação de Pacientes alerta para deterioração da saúde à espera de diagnósticos que iniciam o tratamento.
Marlen Suller, da Magentus, atribui o problema ao envelhecimento da população, ao aumento de condições crônicas e à aposta por diagnóstico precoce, que elevam a demanda. Ela aponta necessidade de reorganizar serviços diagnósticos e ampliar a capacidade existente.
Professora Erika Denton, radiologista, ressalta o estresse para pacientes e profissionais diante da espera. Ela afirma que o resultado de um teste pode confirmar a necessidade de tratamento ou acelar o cuidado, aliviando ou agravando situações.
O NHS afirmou que entregou mais testes e exames no último ano fiscal do que em qualquer outro período, com quase 30 milhões de procedimentos diagnósticos em centros comunitários. A instituição diz trabalhar para reduzir tempos de espera e ampliar o acesso a serviços diagnósticos.
- A resposta oficial enfatiza expansão de centros comunitários diagnósticos para facilitar o acesso aos exames.
- Não houve comentário direto sobre as conclusões da Magentus.
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