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Universidade de Manchester investigará assédio sexual contra alunas de medicina

Universidade de Manchester abre investigação por assédio sexual a alunas de medicina após relatos de ligações anônimas de madrugada

One of the students targeted has written to the university’s vice-chancellor describing a ‘pervasive culture of sexual harassment’ in the school of medical sciences.
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  • A Universidade de Manchester abriu uma investigação após cerca de 20 alunas de medicina relatarem ligações anônimas no meio da noite de homens que intimidaram e assediaram sexualmente.
  • Os relatos dizem que as ligações ocorrem há pelo menos três anos, com mensagens de que as estudantes estavam sendo observadas ou pediam favores sexuais, além de xingamentos de gênero.
  • Um relato detalha uma chamada às duas da manhã, com duração de dois minutos, e 16 ligações em 22 minutos, sendo a estudante a quinta contactada.
  • Em carta aberta à vice-chanceladora, Duncan Ivison, uma estudante pediu uma revisão formal da cultura de assédio na escola de ciências médicas.
  • A comissão de estudantes médicos da Associação Médica Britânica destacou que os incidentes são inaceitáveis e afirmou apoio às estudantes, com a universidade promovendo a investigação interna e uma revisão cultural mais ampla.

O University of Manchester abriu uma investigação após relatos de cerca de 20 estudantes de medicina do sexo feminino que receberam ligações anônimas no meio da noite, vindas de interlocutores homens, que intimidaram e assediaram sexualmente. Os episódios teriam ocorrido ao longo de pelo menos três anos e motivaram a tomada de medidas pela instituição.

De acordo com uma estudante no penúltimo ano de medicina, as ligações ocorriam já por várias horas da madrugada. Em uma noite específica, cerca de 16 chamadas foram feitas em 22 minutos, e ela era a quinta vítima entre as pesquisadas. Nas ocasiões, as estudantes eram informadas de estar sendo observadas ou solicitadas a realizar favores sexuais, além de serem proferidos insultos com conotação de gênero.

Em carta aberta dirigida ao vice-reitor Duncan Ivison, uma das alunas pediu uma revisão formal sobre o que classificou como uma cultura negligente de assédio no recém-formado campus de ciências médicas. A repercussão do caso ocorre em um contexto de preocupações nacionais sobre assédio contra estudantes, com dados de pesquisas recentes apontando altas taxas entre mulheres universitárias.

Reação institucional

A Sociedade Médica Britânica (BMA), por meio de seu comitê de estudantes de medicina, afirmou que os incidentes são inaceitáveis e não têm lugar na educação médica, destacando o direito das estudantes a segurança e apoio durante a formação. A entidade reiterou o compromisso de trabalhar com as estudantes de Manchester e com autoridades nacionais para eliminar todas as formas de violência sexual no ensino médico.

O vice-presidente e decano da faculdade de biologia, medicina e saúde da Manchester, Prof. Ashley Blom, declarou que os relatos são extremamente preocupantes e serão tratados com a devida seriedade. A instituição informou ter iniciado uma investigação formal sobre as acusações específicas e também uma revisão mais ampla de questões culturais e sistêmicas.

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