- Pão sem glúten de marca pequeno chega a quase £4, enquanto o pão branco comum de 800 g custa menos de £1. Pão sem glúten de 550 g fica em torno de £1,90 e o pão da marca Promise costuma chegar a £3,90.
- Consumidores dizem que a inflação e a redução de opções tornam itens básicos sem glúten menos acessíveis, o que afeta famílias que dependem dessa dieta por saúde.
- Dados do Coeliac UK indicam que o shop sem glúten custa, em média, até 35% a mais que um carrinho com itens normais; oito em cada dez pessoas relatam dificuldade para pagar itens sem glúten.
- A rede de varejo Aldi encerrou uma fase de teste em 300 lojas, retirando a seção sem glúten, o que restringe o acesso a produtos da cesta básica.
- Executivos de indústria afirmam que custos de produção com segregação e controles de qualidade elevam o preço; lojas como Tesco dizem manteram o número de itens livres de alérgenos e buscam oferecer valor aos clientes.
Gluten-free basics viram luxo à medida que o preço de pães de marca fica perto de £4. Pessoas com doença celíaca relatam inflação e redução de opções tornando itens básicos inacessíveis. Panificação sem glúten está mais cara, mesmo em tamanhos reduzidos.
Segundo dados de consumos, um pão branco comum de 800 g custa abaixo de £1, enquanto uma versão sem glúten de 550 g gira em torno de £1,90. Marcas próprias costumam ficar em torno de £2 por pão, com opções de 480 g da Promise chegando a £3,90 em várias redes.
Alison Peters, criadora do site Coeliac Sanctuary, afirma que um pão sem glúten de qualidade agora fica próximo de £4. Produtos de marcas como Promise e Doves Farm aparecem com aumentos perceptíveis, segundo a pesquisadora. Ela também destaca que pães sem glúten costumam ser menores e mais caros que os equivalents tradicionais.
Dados do mercado indicam que, hoje, um pão sem glúten custa em média £3,12, frente a valores mais baixos em maio de 2025, conforme levantamento de 40 produtos pela plataforma de comparação Trolley.co.uk. O mesmo padrão é observado em farinha sem glúten, com alta de mais de 10%.
Coincide com relatos de consumidores como Nicole Marvin, que viu a seção sem glúten sumir de um Aldi em Dudley, no West Midlands. Ela descreve aumentos acentuados em pão, biscoitos e outras opções, e diz que não consegue mais fazer farinha em casa como antes.
Especialistas lembram que a produção sem glúten exige instalações dedicadas, o que eleva custos. Eurostar Commodities aponta custos crescentes com segregação de linhas e testes mais rigorosos, dificultando reduzir preços.
Pesquisa Mintel mostra que apenas 8% dos que possuem condição financeira apertada adotam dieta sem glúten, contra 14% entre os financeiramente estáveis. Além disso, a participação de produtos sem glúten em lançamentos caiu nos últimos anos.
Em redes como Tesco, a maior linha sem glúten permanece estável, com promessas de manter o custo da compra semanal baixo por meio de preços promocionais. Doves Farm Foods afirma manter a farinha sem glúten entre £1,84 e £1,95 nos supermercados.
Mudanças no varejo e impacto social
Shoppers relatam menor disponibilidade de opções sem glúten em lojas regionais, com maior concentração de itens em categorias distintas. Comerciantes afirmam que a demanda por controle de custos segue alta entre celíacos.
A retirada de prescrições adultas para pão e farinha sem glúten na Inglaterra é citada como fator adicional de pressão financeira para famílias que dependem desses produtos. Organizações de apoio acompanham o desdobramento.
Enquanto isso, varejistas afirmam manter parcerias com agências regulatórias e entidades de alergia para apoiar dietas especiais, mesmo diante de pressões de preço. Consumidores avaliam opções e buscam alternativas mais acessíveis sempre que possível.
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