- Pesquisas apresentadas no congresso da American Society of Clinical Oncology apontam que sono ruim pode estar ligado a um aumento de câncer em pessoas com menos de cinquenta anos.
- Análises com mais de dezoito milhões de adultos nos Estados Unidos mostraram que padrões de sono pobres estão associados a maior probabilidade de câncer de cólon, mama, útero e ovário nessa faixa etária.
- Em alguns casos, pessoas com insônia tinham até três vezes mais risco de desenvolver câncer nos five anos seguintes.
- O estudo destaca a possibilidade de sono ruim ser um fator de risco modificável para câncer de início precoce, demandando investigação adicional.
- Especialistas ressaltam que é preciso mais pesquisa para confirmar a relação e sugerem medidas como não fumar, manter peso saudável e usar proteção solar para reduzir o risco.
Duas grandes pesquisas apresentadas no maior encontro de câncer do mundo sugerem que padrões de sono irregulares entre pessoas com menos de 50 anos podem favorecer o diagnóstico de câncer nessa faixa etária. As análises foram conduzidas por pesquisadores da MD Anderson Cancer Center, em Houston, EUA, e discutidas na reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO), realizada em Chicago.
Os estudos examinaram dados de mais de 18 milhões de adultos americanos entre 18 e 50 anos. Constataram que quem apresentava sono ruim tinha maior probabilidade de desenvolver câncer colorretal, de mama, uterino ou de ovário nessa faixa etária. Em alguns casos, indivíduos com insônia tinham até três vezes mais chance de receber o diagnóstico em cinco anos.
Participantes destacam que os resultados indicam uma associação, não uma relação causal comprovada. Pesquisadores destacam a necessidade de novas pesquisas para entender os mecanismos e confirmar a relação entre insônia e câncer de forma robusta.
Contexto e impactos potenciais
Análises apontam que a incidência de câncer em pessoas com menos de 50 aumentou significativamente nas últimas três décadas, acompanhando queda ou queda parcial em outras faixas etárias. Os dados globais indicam crescimento de casos de câncer de início precoce.
Especialistas que não participaram dos estudos reconheceram o valor das informações, porém ressaltaram cautela. A relação entre sono, hábitos de vida e fatores genéticos pode explicar parte do efeito observado. A necessidade de estudos de longo prazo foi enfatizada.
Perspectivas e recomendações
Pesquisadores sugerem que a qualidade do sono pode representar fator de risco potencialmente modificável. Enquanto novas evidências não chegam, profissionais de saúde recomendam manter hábitos saudáveis: evitar fumo, controlar o peso e proteção solar adequada.
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