- NR-1 entra em vigor em 26 de maio, tornando obrigatório mapear, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
- Em 2025, o Ministério da Previdência registrou 546.254 afastamentos por transtornos mentais, alta de 15,6% em relação a 2024; os custos relacionados passaram de R$ 30 bilhões em 2024.
- Para quem ainda não começou, recomenda-se paralelizar etapas entre áreas como jurídico, suprimentos e segurança da informação para cumprir a norma.
- A proteção de dados é essencial, pois o mapeamento envolve informações sensíveis de saúde e exige aplicação rigorosa da LGPD.
- A norma exige transformar diretrizes em ações no dia a dia, com treinamento de lideranças, canais de escuta e integração de benefícios à gestão de riscos.
A NR-1 entra em vigor nesta terça-feira, 26 de maio, exigindo que empresas mapeiem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho, além dos riscos físicos, químicos e biológicos já previstos. A mudança impacta empresas que ainda não finalizaram a adequação.
Entre os motivadores estão dados de 2025 do Ministério da Previdência Social, com 546.254 afastamentos por transtornos mentais, alta de 15,6% frente ao ano anterior. Ansiedade e depressão aparecem como principais causas, com custos que superaram 30 bilhões de reais em 2024.
Especialistas de três empresas de saúde ocupacional destacam medidas práticas para avançar na implementação, com foco em mapear riscos, integrar benefícios e proteger dados dos trabalhadores.
Paralelizar etapas e proteger dados
Para quem ainda não começou, a recomendação é atuar de forma integrada entre áreas como jurídico, segurança da informação e suprimentos. O processo pode ocorrer em paralelo para acelerar a conformidade.
A proteção de dados é essencial, pois o mapeamento envolve informações sensíveis de saúde. A LGPD exige cuidados rigorosos com acesso, armazenamento e compartilhamento, especialmente com parceiros.
Transformar norma em ações concretas
A NR-1 demanda mudanças na gestão, não apenas na conformidade legal. Gestores devem traduzir a norma em ações diárias, revisando processos, treinando lideranças e criando canais de escuta para registrar situações de risco precocemente.
Isso envolve revisar fluxos internos, identificar sinais de sobrecarga e assédio, além de mecanismos para acompanhar casos antes de gerar afastamentos.
Benefícios e dados como parte do gerenciamento
A norma permite que benefícios corporativos passem a integrar a gestão de riscos. A integração com saúde e segurança reduz absenteísmo, afastamentos e queda de produtividade.
Relatórios de programas de saúde ocupacional ajudam a monitorar uso de medicamentos para saúde mental, identificar tendências e embasar ajustes no Programa de Gerenciamento de Riscos, ampliando o cuidado ao colaborador.
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