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Saúde mental durante viagens: impactos, fatores e cuidados

Viajar rompe a rotina, eleva a atenção e a presença, altera a percepção do tempo e incentiva o slow travel como pausa consciente na vida cotidiana

Menos pressa, mais presença: o slow travel transforma a viagem em experiência, não em checklist
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  • Viajar rompe a rotina e ajuda o cérebro a viver o presente, fortalecendo atenção, memória e bem-estar emocional.
  • Em meio à rotina, o cérebro usa menos energia repetindo padrões; viajar traz novidades (língua, hábitos, comidas) que exigem mais atenção e aumentam a percepção do presente, fazendo o tempo parecer mais lento.
  • Férias são cada vez mais tratadas como provas de eficiência, com roteiros exaustivos, produção constante de imagens para redes sociais e checklists de experiências.
  • O slow travel propõe menos lugares visitados e mais presença, permitindo caminhar sem pressa, mudar planos e se hospedar com moradores locais.
  • Sem internet, as viagens permitem maior conexão entre pessoas, com conversas mais longas, risadas e compartilhamento de histórias, além de experiências que não aparecem em fotografias.

Viagens podem alterar a percepção do tempo e impactam a saúde mental, segundo estudos e relatos de especialistas. Ao deixar a rotina, o cérebro passa a prestar mais atenção ao presente, fortalecendo memória e bem-estar emocional.

O médico Arthur Guerra, que atua em São Paulo, relata que viajar se tornou mais frequente por estímulo da parceira. Ele observa que, durante viagens, o tempo parece fluir de forma diferente, com maior presença.

Pesquisadores apontam que a rotina faz o cérebro economizar energia repetindo padrões. Viajar quebra esse impulso, expondo o indivíduo a novidades como idiomas, hábitos e paisagens, o que exige mais atenção.

Slow travel e novas formas de viajar

A ideia de slow travel ganha espaço: menos destinos, mais presença. O foco é viver o lugar sem a pressão de registrar tudo para redes sociais, com pausas para observar e sentir.

Práticas sugeridas incluem caminhar sem pressa, mudar planos pelo caminho, hospedar-se na casa de moradores e reservar momentos sem tela, para favorecer a conexão com pessoas.

Experiências que ficam além das fotos

Viagens marcantes costumam aparecer mais nas memórias do que em imagens compartilhadas. O benefício reside no momento vivido, não na curadoria de redes sociais.

Dr. Arthur Guerra é professor da USP e da Faculdade de Medicina do ABC, além de cofundador da Caliandra Saúde Mental. Artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores.

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