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Colorir não é coisa só de criança: prática ganha espaço entre adultos

Colorir reduz estresse e ansiedade em apenas vinte minutos, com foco e repetição, sem necessidade de performance, promovendo desaceleração mental

Às vezes, tudo o que o cérebro precisa é de 20 minutos, algumas cores e um pouco de silêncio para desacelerar
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  • Colorir pode desacelerar a mente e reduzir estresse e ansiedade em cerca de 20 minutos, basta pegar lápis de cor e uma folha.
  • O movimento repetitivo, a escolha das cores e o foco direcionado criam um estado semelhante ao da meditação.
  • Diferente de outras atividades, colorir não exige performance; cada pessoa escolhe as cores de forma única.
  • A prática funciona como estratégias de saúde mental similares à meditação e ao relaxamento guiado, mantendo o foco no presente.
  • O texto recomenda reservar vinte minutos, escolher um desenho, manter o celular afastado e simplesmente permitir o descanso do cérebro; o artigo cita o professor doutor Arthur Guerra, da USP, como referência.

O ato de colorir ganhou espaço na saúde mental como uma atividade simples capaz de desacelerar a mente, reduzir a ansiedade e reconectar o cérebro ao presente. Em meio ao estresse diário, 20 minutos de uma folha e lápis de cor podem ser suficientes para promover alívio, segundo especialistas entrevistados para a matéria.

A prática não é associada a performance ou perfeição. Ao colorir, cada pessoa escolhe as cores que acha mais adequadas, o que pode ampliar o senso de autocuidado e reduzir o julgamento interno. Pesquisadores apontam que o movimento repetitivo e o foco no desenho ajudam a induzir um estado semelhante ao da meditação.

Essa dinâmica funciona como uma estratégia complementar às técnicas já utilizadas em saúde mental, como meditação e relaxamento guiado. Ao concentrar a atenção na tarefa, aumenta-se a probabilidade de interromper padrões de pensamento intrusivos, contribuindo para a redução do estresse.

Profissionais destacam que o colorir ganhou legitimidade entre adultos e passou a ocupar espaço em livrarias e materiais educativos. A prática pode ser adotada por qualquer pessoa, sem necessidade de acompanhamento clínico, mas não substitui tratamento quando indicado.

Para quem quer experimentar, a sugestão é simples: reserve 20 minutos, escolha um desenho que agrade, afaste o celular e permita que o cérebro descanse sem metas ou pressões. O objetivo é apenas permitir que as cores preencham os espaços e promovam relaxamento.

Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental. Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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