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Milhões de cuidadores no Reino Unido vivem em angústia, diz Louise Casey

Casos de cuidadores não remunerados no Reino Unido vivem em agonia, alerta Casey, criticando sistema que sobrecarrega principalmente mulheres

Louise Casey says women are bearing the emotional and financial burden of a fragmented care system.
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  • Louise Casey, chefe da comissão de cuidado social do governo, afirma que milhões de cuidadores não remunerados no Reino Unido vivem numa “agonia” ao sustentar um sistema de assistência social desatualizado, fragmentado e confuso.
  • Ela critica o modelo atual, dependente de cuidadoras, na maioria mulheres, para preencher lacunas nos serviços, o que não é sustentável.
  • Em conferência em Londres, Casey destacou o peso emocional sobre os cuidadores, que muitas vezes protegem o sistema até atingirem o limite.
  • A comissão, criada em janeiro de 2025, lidera uma revisão em duas etapas para criar um serviço nacional de cuidado; o primeiro relatório deve ser divulgado ainda este ano.
  • Existem cerca de 5,8 milhões de cuidadores não remunerados no país, com 1,7 milhão dedicando 50 horas ou mais por semana; o valor econômico desse cuidado é de aproximadamente £ 184 milhões, e cerca de 60% são mulheres.

Uma comissão governamental encarregada de rever os cuidados sociais no Reino Unido informou que milhões de cuidadores não remunerados vivem em situação de sofrimento, sustentando um sistema de assistência fragmentado, desatualizado e confuso. A avaliação foi conduzida por Louise Casey, responsável pela comissão de cuidados com o adulto.

Casey, que lidera uma revisão em duas etapas com objetivo de estruturar um serviço nacional de cuidado, pediu mudanças urgentes diante de um sistema que ainda opera com base em modelos de décadas atrás. Ela falou durante uma conferência em Londres sobre os desafios enfrentados pelos cuidadores informais.

A comissão foi criada pelo governo em janeiro de 2025. O primeiro relatório deve ser apresentado ainda neste ano, com foco em reformas para ampliar acesso e clareza sobre suporte, financiamento e responsabilidades de cada parte envolvida.

Situação atual do sistema

Casey descreveu a rede de assistência como difícil de navegar, com regras divergentes entre agências e pouca previsibilidade sobre o nível de apoio disponível. Ela citou a experiência de familiares idosos que assumem responsabilidades exigentes sem segurança de ajuda adequada.

Ela ressaltou que os cuidadores costumam atuar como gestores de projeto não remunerados, enfrentando obstáculos para obter suporte estatal. A renda emocional e o tempo dedicado a resolver problemas com serviços de saúde e assistência social têm grande impacto na convivência com quem cuidam.

Perfil dos cuidadores

A estimativa é de 5,8 milhões de cuidadores não remunerados no país, com 1,7 milhão dedicando 50 horas ou mais por semana. O valor econômico do cuidado não remunerado é estimado em cerca de £184 milhões anuais, e aproximadamente 60% dos cuidadores são mulheres.

Casey enfatizou que, embora cuidar possa ser uma experiência gratificante para quem presta assistência, a realidade é marcada por cansaço, frustração e situações recorrentes de estresse. A líder da comissão ressaltou a necessidade de reduzir o sofrimento e simplificar a trajetória de acesso a serviços.

Contexto e próximos passos

A responsável pela revisão também apontou que o sistema enfrenta um “momento de reckoning” diante do envelhecimento da população e do aumento de casos de demência. O objetivo é alinhar políticas públicas com a demanda crescente por cuidados de longo prazo, mantendo o foco no bem-estar de quem presta e recebe assistência.

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