- Celeste Calocane, mãe de Valdo Calocane, afirmou que o sistema de saúde mental “está quebrado” e que não há respostas durante crises.
- Calocane, que vive com esquizofrenia paranoide, foi internado quatro vezes entre 2020 e 2023 e, apesar de sinais de risco, disse que médicos não agiram.
- Documentos de maio de 2020 mostraram que a mãe avisou sobre o risco dele a terceiros, mas os avisos não resultaram em ações imediatas.
- Em junho de 2023, Calocane cometeu ataques que resultaram na morte de três pessoas e ferimentos em outras, sendo posteriormente condenado a uma ordem hospitalar suspensa em janeiro de 2024.
- A mãe relatou várias vezes ter recebido respostas inadequadas dos profissionais de saúde e disse ter que navegar sozinha pelo sistema.
Celeste Calocane, mãe de Valdo Calocane, afirmou em inquérito que o sistema de saúde mental está “quebrado” e que ninguém escuta durante crises. O caso envolve o ataque de 13 de junho de 2023 em Nottingham, perpetrado por Calocane, que matou três pessoas e feriu outras.
Valdo Calocane, diagnosticado com esquizofrenia paranoide, foi condenado em janeiro de 2024 a uma autorização hospitalar suspensa após os eixos de 13 de junho de 2023. Barnaby Webber e Grace O’Malley-Kumar tinham 19 anos; Ian Coates, 65, era zelador. Três outras pessoas ficaram feridas.
Celeste relatou que, entre 2020 e 2023, houve várias advertências sobre o risco de seu filho, mas os sinais não foram acionados. Genitores de Calocane apresentaram informações de 2020 mostrando risco a terceiros, incluindo invasões de imóveis.
No inquérito, ressalta-se que o irmão de Calocane, Elias, enviou dossier médico ao clínico dele com mensagens violentas. O material descrevia ameaças de dano, incluindo referências veladas a violência. A mãe disse não ter recebido resposta adequada.
Entre as informações, Celeste afirmou que médicos não a informaram de diagnósticos potenciais. Em 2020, Calocane foi liberado do hospital após duas semanas, apesar de expectativas de internação mais longa. Ela relatou frustração com a comunicação.
Celeste afirmou ainda que, no momento da segunda internação, um médico mencionou risco de homicídio potencial e diagnóstico provável de esquizofrenia, mas ela não foi avisada. Ela descreveu ter cumprido um papel ativo sem apoio da equipe.
Desdobramentos do caso
A mãe detalhou que pediu mais apoio e uma avaliação definitiva, mas não houve resposta satisfatória. Em agosto de 2020, disse que o risco a terceiros continuava presente. Ela afirmou que nenhum profissional discutiu o tema com ela.
Questionada sobre a ausência de saída do trabalho em 13 de junho, ela explicou que, naquela manhã, recebeu a notícia de Elias sobre a chamada de Calocane e que a situação parecia já ter se agravado.
Relatos sugerem que Celeste temeu pela vida do filho durante a crise, mas afirma que não houve redirecionamento adequado da equipe médica. O inquérito segue para apurar os acontecimentos que antecederam e sucederam o ataque.
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