- Um em sete adultos usa chatbots de IA para receber orientação de saúde em vez de consultar um médico, aponta estudo no Reino Unido com mais de 2 mil pessoas.
- Entre os 15% que recorreram a chatbots, um quarto o fez por causa das longas listas de espera do NHS.
- Um quinto dos que usaram IA disseram que a tecnologia não os incentivou a buscar opinião profissional, e uma parcela semelhante disse ter desistido de uma consulta após orientação de IA.
- A pesquisa é a primeira a quantificar o uso de IA para saúde e indica como a tecnologia muda a forma como as pessoas lidam com problemas médicos.
- Especialistas alertam para riscos, destacando que IA não substitui atendimento clínico e que sua implementação precisa ser transparente, regulada e segura.
Um estudo no Reino Unido indica que uma em sete pessoas prefere consultar chatbots de IA para obter orientação de saúde em vez de buscar atendimento com o seu médico de clínica geral (GP). A pesquisa ouviu mais de 2.000 pessoas e aponta que 15% recorrem a chatbots para dúvidas de saúde, 25% o fizeram por longas listas de espera no NHS.
O levantamento, analisado pela King’s College London, mostra riscos potenciais ao usar IA como fonte de aconselhamento médico. Cerca de uma quinta parte afirma que a tecnologia não incentiva a busca por opinião profissional e o mesmo percentual disse ter decidido não consultar um médico com base no que o chatbot informou.
Os resultados destacam que este é o primeiro estudo a quantificar o uso de IA para saúde, sinalizando mudanças na forma como a população lida com problemas de saúde. O pesquisador líder, Graham Lord, aponta que o uso crescente cria um “sistema de IA em saúde não regulamentado ao lado do NHS”.
Riscos e percepções
Profissionais ressaltam preocupações com segurança e responsabilidade. A pesquisa mostra que 37% apoiam o uso da IA em decisões clínicas, 38% são contrários. Entre 18 a 24 anos, 49% se opõem ao uso clínico, enquanto entre 65 anos ou mais, 36% são contrários.
Evidências e recomendações
Especialistas destacam que a IA pode oferecer respostas rápidas, mas não substitui exame físico, histórico médico completo ou julgamento clínico com base em evidência. A presidente da Royal College of General Practitioners reforça a necessidade de transparência, regulação e apoio à prática clínica, não ao abandono de profissionais.
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