Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Motosserra de Milei deixa hospitais universitários argentinos à beira do colapso

Hospitais universitários enfrentam desfinanciamento crônico; governo não repassa custos operacionais, aumentando risco de colapso no atendimento

Marcelo Melo, Roxana del Águila, directora del Instituto de Oncología y Norberto Lafos, en el Hospital de Clínicas de la UBa, este martes.
0:00
Carregando...
0:00
  • Os hospitais universitários argentinos não recebem presupuesto para funcionamento neste ano, afetando serviços e insumos. ff
  • A UBA alerta que, sem recursos, em aproximadamente um mês e meio a assistência pode parar por completo.
  • O governo de Milei afirma ter transferido integralmente os créditos da função saúde, mas as autoridades universitárias dizem que esses recursos são majoritariamente para salários, não para funcionamento.
  • A maior parte dos gastos operacionais dos hospitais universitários depende de uma verba específica, que este ano soma quase 80.000 milhões de pesos (cerca de 57 milhões de dólares).
  • Universidades com hospitais — como as de Buenos Aires, Córdoba, Cuyo, La Rioja e Nordeste — continuam atendendo pacientes, mas pedem que o governo cumpra a lei de financiamento universitário; há expectativa de uma marcha federal no dia 12 de maio.

Vamos ao texto reescrito:

A rede de hospitais universitários da Argentina enfrenta risco de colapso por falta de recursos para funcionamento neste ano. Centros vinculados às universidades públicas, que atendem cerca de um milhão de pessoas anualmente e formam milhares de estudantes, não receberam orçamento operacional em 2026. A UBA alerta que, sem recursos, a assistência pode ser interrompida em cerca de seis semanas.

Na prática, a ausência de repasses compromete insumos, manutenção e serviços básicos. Norberto Lafos, diretor do Instituto de Investigaciones Médicas Alfredo Lanari, afirma que a paralisação já atingiu infraestrutura hospitalar. Marcelo Melo, diretor do Hospital de Clínicas, diz que há recursos suficientes para manter funcionamento por aproximadamente um mês e meio, cenário que pode piorar sem novos créditos.

O governo de Javier Milei foi chamado de responsáveis pelas dificuldades. Em nota, o Ministério de Capital Humano afirmou ter transferido, mensalmente, os créditos destinados pela lei de orçamento 2026, incluindo a função saúde para salários e funcionamento. As universidades contestam, destacando que a maior parcela vai para salários e que o dinheiro de funcionamento depende de outra dotação, hoje quase 80 mil milhões de pesos.

Segundo autoridades da UBA, até 5 de maio nenhum recurso para gastos operacionais dos hospitais foi enviado, e ainda não houve definição de como distribuir o orçamento entre as instituições. Rogério Pizzi, pró-reitor da Universidade de Córdoba, relata situação semelhante em outros hospitais universitários nacionais, com quase 22 mil consultas mensais e 600 cirurgias realizadas, mantendo atendimento mas com fortes limitações.

A batalha envolve a possível aplicação da lei de financiamento universitário, aprovada no ano passado, que o governo se recusa a executar, alegando impacto no superávit fiscal. A justiça já ordenou a implementação, mas o governo apresentaram recurso à Suprema Corte. Estudantes, professores e trabalhadores convocam uma marcha federal para 12 de maio em defesa da universidade pública.

Contexto financeiro e impactos

Analistas indicam que a crise atinge não apenas a UBA, mas universidades como Córdoba, Cuyo, La Rioja e Nordeste. A maior parte dos recursos disponíveis para custos de funcionamento dos hospitais universitários depende de dotações específicas, distintas da folha salarial. O enfrentamento envolve decisões de política pública, orçamento e cumprimento de leis aprovadas pelo Congresso.

Desdobramentos esperados

A mobilização de 12 de maio deve reunir estudantes, docentes e trabalhadores para cobrar o restabelecimento das dotações. A comunidade acadêmica enfatiza a necessidade de manter acesso, qualidade e tempo de atendimento, diante da demanda de pacientes que passou a depender fortemente dessas redes assistenciais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais