- Anvisa e a Polícia Federal vão assinar um acordo de cooperação para combater o mercado ilegal de canetas emagrecedoras, que usam substâncias como tirzepatida e semaglutida.
- O objetivo é frear a produção, importação e venda irregular de medicamentos, inclusive por meio de plataformas digitais, sem registro ou origem e qualidade comprovados.
- A parceria consolida um modelo de atuação integrada, preventiva e baseada em evidências, já testado em operações como a Heavy Pen.
- Na operação Heavy Pen anterior, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização em diversos estados.
- As futuras operações conjuntas terão análise integrada de substâncias apreendidas, com perícia da Polícia Federal e suporte técnico da Anvisa, para avaliar risco à saúde e fortalecer inquéritos criminais.
A Anvisa e a Polícia Federal planejam assinar um acordo de cooperação para combater o mercado ilegal das canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade com substâncias como tirzepatida e semaglutida. A parceria visa intensificar a fiscalização da produção, importação e venda irregular, inclusive em plataformas digitais.
Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a atuação conjunta busca frear a comercialização de produtos sem registro, origem ou qualidade comprovada. A iniciativa surge em meio ao aumento de eventos adversos associados ao uso desses medicamentos, geralmente sem prescrição médica.
A cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas, como a Heavy Pen, que cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão no país. Em ações anteriores, houve apreensões, interdições de estabelecimentos e identificação de substâncias sem registro.
Na prática, futuras operações conjuntas terão perícia integrada da PF com suporte técnico da Anvisa para analisar a composição dos medicamentos ilícitos. Isso permite avaliar riscos à saúde da população e fortalecer investigações criminais.
Pereira afirmou que a atuação regulatória precisa dialogar com fiscalização, investigação e repressão, para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas. A proteção à saúde exige resposta coordenada entre esferas do governo e o rigor técnico adequado.
Ao defender o modelo, o diretor destacou que a parceria não é apenas resposta pontual, mas atuação preventiva baseada em evidências. O objetivo é reduzir novas ocorrências e melhorar a resposta institucional frente a esse tipo de crime.
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